Como proteger uma criança de um acidente com brinquedos

Brincando

Brincar é uma importante parte do desenvolvimento da criança. Brinquedos oferecem diversão e entretenimento, além de ajudar seu filho no aprendizado. A maioria dos brinquedos é segura, mas pode se tornar perigosa se utilizada de maneira incorreta.

Supervisão é um importante fator para manter as crianças seguras de acidentes com brinquedos. Envolver-se com a brincadeira de seu filho, em vez de supervisionar à distância, lhe dá a oportunidade de tomar conta com mais cuidado. As crianças adoram quando os adultos participam de seus jogos. Brincar com o seu filho é uma forma de aprender mais sobre ele e ensinar-lhe importantes lições. Além disso, você se diverte também enquanto o protege.

• Quando selecionar os brinquedos, considere a idade, o interesse e o nível de habilidade da criança. Siga as recomendações do fabricante e procure brinquedos com selo de garantia do Inmetro;

• Inspecione os brinquedos regularmente à procura de danos e potenciais riscos tais como pontas afiadas e arestas. Concerte o brinquedo imediatamente ou mantenha-o fora do alcance da criança;

• Considere utilizar um testador de partes pequenas de brinquedos para determinar se os brinquedos pequenos apresentam perigo de engasgamento em crianças de até 3 anos. Dica: utilize uma embalagem de filme fotográfico como referência;

• Evite utilizar balões de látex/bexiga. Se realmente precisar utilizá-los, guarde-os fora do alcance das crianças. Não permita que crianças encham bexigas. Após o uso, esvazie as bexigas e descarte-as juntamente com eventuais pedaços;

• Evite brinquedos com pontas e bordas afiadas, que produzem sons altos e que apresentem projéteis, como dardos e flechas;

• Brinquedos com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser evitados para reduzir o risco de estrangulamento;

• Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Evite brinquedos com elementos de aquecimento – baterias, tomadas elétricas – para crianças com menos de 8 anos;

• Certifique-se de que os brinquedos serão usados em ambientes seguros. Brinquedos dirigidos pela criança não devem ser usados próximos a escadas, rua, piscina, lago, etc;

• Ensine as crianças a guardarem seus brinquedos após a brincadeira. Um local seguro para guardar previne quedas e outros acidentes. Brinquedos para crianças maiores podem ser perigosos para os menores e devem ser guardados separadamente;

• Use presentes (bicicletas, patins, patinetes e skates) como oportunidade para ensinar as crianças sobre segurança na diversão. Presenteie seu filho com os equipamentos de segurança necessários, tais como capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina.

Saiba mais

• Quedas e engasgamento são os principais responsáveis pelos acidentes e mortes relacionados com brinquedos. Um dos principais culpados de engasgamento são as bexigas/balões de látex;

• Crianças de até 3 anos são mais propensas a sofrer engasgamento do que as maiores, porque elas têm tendência a colocar pequenas coisas na boca. No entanto, crianças mais velhas também correm riscos de se engasgar com bexigas e sacos plásticos;

• Brinquedos de locomoção, principalmente bicicletas, estão associados a mais acidentes que qualquer outro grupo de brinquedos. Acidentes fatais podem ocorrer quando a criança é atingida por um automóvel ou quando a criança cai numa piscina, num lago, riacho, etc. A maioria dos acidentes com brinquedos dirigíveis ocorre quando as crianças caem dos brinquedos;

•O selo do Inmetro garante que o brinquedo passou por testes que comprovam sua segurança e qualidade. Os materiais utilizados na fabricação dos brinquedos devem ser atóxicos.

Fonte: www.criancasegura.org.br

 

Dicas de Segurança em casa

Medidas (que estejam ao seu alcance) para evitar que sua residência seja furtada ou roubada:

› Portas resistentes;
› Fechaduras confiáveis;
› Trancas e alarmes nas portas e janelas;
› Olho mágico nas portas;
› Instalação de interfones;
› Iluminação total em volta da residência;
› Não coloque nome nas portas;
› Nunca deixe portões e portas abertas. Oriente seus empregados para mantê-los fechados durante os serviços de lavagem de tapetes, calçadas e imediações, deixando sempre a chave da porta com alguém dentro de casa;
› Mantenha sempre as garagens fechadas;
› Admita somente pessoas conhecidas em sua casa;
› Se possível, tenha um cão de guarda em sua residência. Um cão de grande ou médio porte desestimula sempre a ação dos marginais;
› Comunique-se com os seus vizinhos procurando formar um esquema de vigilância comunitária, para que haja observações recíprocas das residências;
› Se tiver alguma arma de fogo dentro da residência, coloque-a em um lugar seguro. Saiba usar sua arma. Habilite-se. Tenha o porte de arma. Mantenha a arma longe das crianças;
› Antes de usar a sua arma, certifique-se de que não se trata de um familiar que esteja adentrando em sua residência;
› Oriente os porteiros para que permaneçam sempre no interior das portarias;
› Mantenha à vista a ficha de todos os empregados do prédio, mesmo os eventuais. O ideal é que todos sejam identificados por crachás;
› O síndico do edifício ou condomínio, deve sempre certificar-se sobre as referências dos porteiros e funcionários que contrata;
› Certifique-se também das referências funcionais apresentadas por empregadas domésticas, caseiros, babás, jardineiros, faxineiros, etc;
› Antes de sair de casa ou da garagem, observe sempre se há alguém ou algum grupo de pessoas ou carros suspeitos nas proximidades;
› Os mesmos cuidados devem ser tomados quando estiver chegando em casa. Se notar algo estranho, siga em frente e chame a polícia;
› Se morar em edifício, combine com o porteiro códigos ou senhas, pois quando êle chamar pelo interfone ou bater em sua porta, você saberá se o porteiro esta agindo sob ameaça de alguém;
› À noite, mantenha um bom sistema de iluminação externa, deixando também algumas lâmpadas internas acesas, mesmo quando não haja ninguém em casa. A portaria deve ficar às escuras e o exterior bem iluminado;
› Caso note alguma pessoa, motocicleta ou veículo sistematicamente passando e observando a residência ou o prédio ou algum carro parado com pessoas em seu interior nas imediações, procure observar às características e telefone de imediato para a Polícia Militar (190), que mandará uma patrulha para o local;
› Cuidado com as crianças para não abrirem as portas a pessoas estranhas, sem a aprovação de um adulto;

Chame a POLÍCIA ainda quando você observar:

› Luzes acesas ou barulho em casa de vizinhos que estejam viajando e não tenham avisado qualquer coisa a respeito;
› Táxi, carro particular ou caminhão recebendo mercadorias volumosas, com os elementos agindo de maneira nervosa, e sem os cuidados necessários com os objetos a serem transportados, tais como: televisão, aparelho de som, etc;
› Pessoas armadas ou grupos suspeitos anotando as placas dos veículos estacionados;
› Carros novos conduzindo três ou quatro elementos, com placas duvidosas ou danificadas;
› Transeuntes carregando grandes embrulhos;
› Estranhos parados em portas ou perto de edifícios ou casas, por muito tempo;

Você deve ainda observar:

› As pessoas que prestam serviços em sua residência (pintor, pedreiros, bombeiros, etc);
› Vendedores que batem em sua porta em horários de pouco movimento;
› As pessoas que fazem pesquisas ou que prestam outros tipos de serviços da comunidade, que devem estar com a credencial da firma ou empresa e também com a carteira de identidade;
› Pessoas desconhecidas do local que ficam namorando pelas esquinas;
› Carteiros desconhecidos na comunidade;Pessoas que batem em sua residência pedindo emprego;
› Colegas desconhecidos que vivem em companhia de seus filhos;
› Ex-empregados que freqüentam as redondezas de sua residência;
› Os namorados de suas empregadas, que entram em sua residência;
› Não acredite que um estranho uniformizado é sempre legítimo. Em caso de dúvida, consulte o seu empregador;
› Não use qualquer identificação no seu chaveiro.

Lembre-se:

Sua casa é o seu melhor abrigo e você estará melhor abrigado se apresentar, realmente, determinadas medidas de segurança.

Fonte: www.policiamilitar.rj.gov.br

Dicas de Segurança na cozinha

Quem gosta de comer e receber bem, não pode deixar de conhecer alguns cuidados necessários na cozinha com o gás, com as chamas, com as panelas e muito mais. Tão importante quanto ter equipamentos na cozinha é saber manuseá-los corretamente.
Assim, você poderá preparar seus pratos preferidos com toda praticidade e segurança. Afinal de contas, não existe lugar mais gostoso para reunir a família e os amigos que ao redor da mesa!

Vamos então pra cozinha?

1. Se o óleo de cozinha pegar fogo, não jogue água e nem tente remover a panela do fogão, isto vai espalhar o fogo. Tape a panela com uma tampa ou utilize um extintor de incêndios adequado, caso você tenha um.
2. Para desinfetar alimentos deve-se usar o hipoclorito de sódio. Se for água sanitária, não pode ter amoníaco na sua constituição. O detergente não deve ser utilizado na lavagem de verduras, e outros alimentos. Por ser um produto químico pode deixar resíduos, comprometendo a qualidade do produto a ser servido bem como a saúde do comensal. Existem produtos e métodos adequados para a desinfecção de verduras, legumes e frutas.
3. A conservação dos alimentos aumentam sua vida útil, impedem que se cause doenças nas pessoas, e ainda previnem a contaminação e deterioração da comida. Utilizando-se da refrigeração, congelamento, cocção e esterilização, você vai ter alimentos sempre saudáveis.
4. Não deixe as panelas no fogão ou formas no forno ligado para fazer outras atividades fora da cozinha como, por exemplo, atender ao telefone. Além de queimar o alimento, pode-se também causar grandes acidentes, como incêndio.
5. Quando utilizar a panela de pressão procure acrescentar no mínimo de água necessário para que o líquido não seque antes do cozimento do alimento ou, do contrário, não transborde ao ferver, entupindo a válvula de segurança. Esta válvula age quando a pressão interna atinge um ponto perigoso. É muito importante mantê-la limpa e desentupida, para que o vapor saia livremente, evitando o risco de explosões.
6. Mantenha afastados panos de pratos, toalhas, potes plásticos ou outros objetos do botijão, da tampa do fogão e também de eletrodomésticos que emitam calor, como as torradeiras e grill. Com o calor liberado, eles podem derreter ou incendiar.
7. Sempre abra a porta do forno antes de acendê-lo. Desta forma, você não acumula gás na cavidade do aparelho e também pode verificar se a chama está realmente acesa. Esta simples dica pode salvar sua vida evitando o vazamento de gás e o risco de explosão.
8. Antes de serem colocados no microondas, nunca se esqueça de perfurar com um palito ou com um garfo todos os alimentos com casca ou película, como batatas, pimentões, ovos, salsichas, entre outros. Estes furinhos ajudam na saída dos vapores que se formam dentro deles. Caso contrário poderão explodir dentro do forno.
9. Para o cozimento prolongado de alimentos no microondas, dê preferência aos utensílios de vidro, cerâmica e porcelana refratários, eles suportam melhor e são mais resistentes à altas temperaturas.
10. Descarte os que possuam enfeites metálicos ou dourados, que podem causar faíscas no interior do forno.

Trazer as crianças para a cozinha pode ser uma divertida experiência, ao contrário dos que muitos adultos pensam. A culinária promove a sociabilidade, a integração entre a família, amigos e eleva a auto-estima da criançada que se sente útil e valorizada ao exibir a concretização do seu trabalho.
A interpretação das receitas, as dosagens e medidas, a experiência química dentro da cozinha contribui para o desenvolvimento do seu filho e fará do seu aprendiz de cozinheiro um verdadeiro gênio!
Seguindo mínimas regras de segurança na cozinha você vai compartilhar saborosos momentos com a criançada! Aproveite!!

1. Utilize um avental e sapatos fechados que ajudam a proteger o corpo contra fogo, água e sujeira. Quem tem cabelo comprido já sabe, é medida de higiene e segurança prendê-lo.
2. Facas e materiais cortantes devem estar bem guardados.
3. O piso da cozinha deve estar sempre limpo e seco.
4. Mantenha fósforos, isqueiros, velas e outras fontes de calor fora do alcance de crianças.
5. É fundamental ter um adulto por perto, mesmo quando algumas receitas não exijam cozimento. A criança precisa de auxílio para acender o forno e montar aparelhos elétricos, como o processador ou liquidificador. Além de ajuda na hora de separar os ingredientes e alcançar tudo o que precisa.
6. Muito cuidado com o forno e o fogão. O indicado é que se fique perto do aparelho somente o tempo necessário para o preparo da sua receita. Fique alerta: nunca usar o fogo sem a ajuda de um adulto.
7. Todo cuidado é pouco ao usar a faca e objetos cortantes. Você evitará cortes e pequenos acidentes se estiver atento a faca e as suas mãos. Uma boa dica é utilizar uma faca de mesa (aquela de ponta arredondada) ao invés das afiadas.
8. Ufa! Chegamos ao fim? Tudo pronto? Quase! É hora da limpeza. Lave todos os utensílios e organize a cozinha, mas não desperdice água e energia elétrica. Durante a arrumação, evite deixar torneiras abertas e luzes acesas sem necessidade.

Como em qualquer atividade, cozinhar requer segurança. Cuidados básicos – às vezes – podem passar despercebidos.
É muito importante iniciativas que divulguem informações sobre a segurança, tanto doméstica, como em qualquer outra área.
Tome nota! No www.comseguranca.com.br você vai encontrar dados para aplicar no seu dia-a-dia.
Muitas vezes, dicas simples podem valer a sua segurança ou até mesmo a sua própria vida!


Ana Maria Braga

SEGURANÇA E FAMÍLIA

Para falar de segurança é preciso antes de mais nada definí-la.
O que é segurança?
Segundo o dicionário Aurélio, segurança é condição daquele em que se pode confiar; garantia; confiança em si mesmo.
Seguro é aquele que está livre de perigo; protegido; que não hesita, é firme.
Pode-se afirmar que a pessoa segura está bem com ela e com o meio.
Considero que podemos dividir a segurança em dois tipos: a segurança externa e a interna.
A segurança externa que é estabelecida pelos policiais, políticos, autoridades, a sociedade enfim, encontra-se fragilizada.
Basta observar que estão transferindo a responsabilidade deles para a população ( o referendo a ser votado em 23/10/05 é um exemplo deste descompromisso).
Esta segurança que nos permite viver sem riscos num mundo de perigos está desautorizada pela corrupção, pelas drogas e pela falta de valores!
Estamos vulneráveis, estamos inseguros… Por isso temos que desenvolver a nossa segurança interna.
Segurança interna é aquela que nos empurra para frente, que nos permite ter auto-cuidado, que mostra que somos capazes, que é constituída na família e formada dentro de cada um de nós.
“A criança que conhece a segurança no estágio inicial, começa a alimentar a expectativa de que nunca lhe faltarão, nem a abandonarão”. (Winnicott p105, 1999).
A família que constitui a segurança na criança deve ser coesa e oferecer as necessidades básicas a elas, ou seja, cuidados.
Segundo Capelatto (2001) “família é o conjunto de pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas, por uma dinâmica chamada afetividade”.
É a ela que cabe a primeira etapa de socialização e estruturação da criança.
A afetividade traduz-se numa relação de amor, onde os pais cuidam dos filhos. O cuidado é que faz a criança se sentir segura e deve ser desenvolvida no íntimo de cada uma, com a crença em algo que é confiável e duradouro, que é recuperável se se perder.
Este porto seguro é a família, que até mesmo os adultos necessitam, pois proporciona a sensação de raiz, de um lugar para se voltar quando não se tiver mais para onde ir.
O ser humano é o animal que permanece por maior tempo sob os cuidados dos pais.
Afetividade é cuidado.
Cuidado é tempo oferecido em forma de contato físico (abraços, carinhos), de “nãos”, de limites, de rotina.
O indivíduo que recebe cuidado é aquele que não transpõe os limites que o colocam em perigo, transpõe os limites para o seu crescimento e amadurecimento e tem respeitado os limites de sua individualidade.
Crescer, desenvolver-se é superar limites… “Educar uma criança, longe de ser apenas impor-lhe limites, é, antes de mais nada, ajudá-la cognitiva e emocionalmente a ir além”.(La Taille, pg 14)
Cuidar não é sinônimo de mimar ou constranger.
A criança mimada é aquela que tem todos os obstáculos retirados do seu caminho e então não aprende a frustar. Não sabe administrar um não e torna-se insegura, pois cada vez que surge uma dificuldade não sabe como agir e o que sentir.
A criança constrangida é aquela que não tem respeitado os limites de sua individualidade ficando exposta e tendo suas ações expostas a estranhos.
A coerência familiar aparece de forma equilibrada na vida da criança, contribuindo com seu desenvolvimento. Oferece liberdade sem abandonar e protege sem sufocar.
Portanto falar em segurança infantil sugere que falemos de família.
Conseqüentemente temos que fortalecer a família trazendo-a para a sociedade, oferecendo apoio, orientando e valorizando seu papel de formadora, através de iniciativas como essa.

Bibliografia

– Bettelheim, Bruno – Uma vida para seu filho. Círculo do livro
– La Taille, Y. – Limites: três dimensões educacionais. Ed. Ártica. 3ª edição.2000 – SP
– Winnicott, D.W – Conversando com os pais – Ed. Martins Fontes – 1999 – SP
– Capelatto, I – Diálogo sobre a afetividade: o nosso lugar de cuidar. Ed. Viraser 2001 – Londrina/PR
– ONG Vir a Ser – e-mail: viraser@hotmail.com e home page: www.viraser.hpg.com.br

 

Elza Brígida Anequini
Pedagoga Clínica (Especialista na alfabetização de Deficientes Mentais) e Terapeuta Ocupacional Clínica (Especialista em Neurologia com visão Dinâmica) em Lins e Marília.
Especializanda em Saúde Mental pelo Método Dinâmico de Terapia Ocupacional.
Professora do Unisalesiano no Curso de Terapia Ocupacional.
Membro do CETO – Centro de Estudos de Terapia Ocupacional.

Fogo ou Incêndio

FOGO OU INCÊNDIO

O fogo é conhecido desde a pré-história e desde aquele tempo tem trazido inúmeros benefícios ao homem, ele nos aquece e serve para preparar alimentos, mas o fogo quando foge ao controle do homem recebe o nome de Incêndio, e causa inúmeros danos para as pessoas, o incêndio exige pessoal e material especializado para extingui-los, por isso simultaneamente com as primeiras medidas de combate e salvamento chame os bombeiros com rapidez, ensine as crianças como salvarem-se no caso de incêndio em sua residência.

TETRAEDRO DO FOGO

– O Calor: é o elemento que serve para dar início a um incêndio, mantém e aumenta a propagação.

– O oxigênio: é necessário para a combustão e esta presente no ar que nos envolve.

– O combustível: é o elemento que serve de propagação do fogo, pode ser sólido, líquido ou gasoso.

– Reação em Cadeia: A reação em cadeia torna a queima auto-sustentável. O calor irradiado das chamas atinge o combustível e este é decomposto em partículas menores, que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando um ciclo constante.

MÉTODOS DE EXTINÇÃO

– Abafamento: o abafamento ocorre com a retirada do oxigênio, é o mais difícil, a não ser em pequenos incêndios.

– Resfriamento: o resfriamento é o método de extinção mais usado, consiste em retirar o calor do material incendiado.

– Interrupção da Reação Química em Cadeia: é caracterizada pela ação do pó químico seco que interrompe a reação da combustão.

TRANSMISSÃO DO CALOR

São três as transmissões do calor:

1ª) Condução: pelo contato direto de molécula a molécula. Por exemplo: uma barra de ferro levada ao fogo.

2ª) Convecção: é a transmissão do calor por ondas caloríficas.

3ª) Irradiação: é a transmissão do calor por raios caloríficos.

CLASSIFICAÇÃO DOS CAUSAS DE INCÊNDIO

São três as classificações das causas de incêndio:

1ª) Causas Naturais: são aquelas que provocam incêndios sem a intervenção do homem. Exemplo: Vulcões, terremotos, raios, etc.

2ª) Causas Acidentais: São inúmeras. Exemplo: eletricidade, chama exposta, etc.

3ª) Causas Criminosas: são os incêndios propositais ou criminosos, são inúmeros e variáveis. Exemplo: pode ser por inveja, vingança, para receber seguros, loucura, etc.

CAUSAS MAIS COMUNS DE INCÊNDIOS

– Sobrecarga nas instalações elétricas;

– Vazamento de gás;

– Improvisações nas instalações elétricas;

– Crianças brincando com fogo;

– Fósforos e pontas de cigarros atirados a esmo;

– Falta de conservação dos motores elétricos;

– Estopas ou trapos envolvidos em óleo ou graxa abandonados em local inadequado.

CLASSES DE INCÊNDIO

Classe A: fogo em combustíveis comuns que deixam resíduos, o resfriamento é o melhor método de extinção. Exemplo: Fogo em papel, madeira, tecidos, etc.

Classe B: fogo em líquidos inflamáveis, o abafamento é o melhor método de extinção. Exemplo: Fogo em gasolina, óleo e querosene, etc.

Classe C: fogo em equipamentos elétricos energizados, agente extintor ideal é o pó químico e o gás carbônico. Exemplo: Fogo em motores transformadores, geradores, etc.

Classe D: fogo em metais combustíveis, agente extintor ideal é o pó químico especial. Exemplo: Fogo em zinco, alumínio, magnésio, etc.

EXTINTORES

São aparelhos portáteis ou carroçáveis que servem para extinguir princípios de incêndio. Os extintores devem estar em local bem visível e de fácil acesso. O treinamento sobre o emprego correto do extintor é parte eficaz contra incêndio. Os extintores não são automáticos ou auto ativados, se o incêndio começa eles continuam pendurados, inertes no lugar e nada acontece, pois são as mãos humanas que, precisam levá-los ao lugar necessário, apontá-los corretamente, ativá-los de modo a extinguir as chamas.

Extintor de Água Pressurizada: Combate princípios de incêndios de classe ª extingue o fogo por resfriamento, não dever ser usado em aparelhos elétricos energizados.

Modo de Usar: Transportá-lo até as proximidades do fogo, soltar a trava de segurança e apontar o mangotinho para a base do fogo apertando o gatilho.

Extintor de Gás Carbônico: pode ser usado em incêndios de classe A, B e C, é mais indicado para equipamentos elétricos energizados.

Modo de Usar: Transportá-lo até as proximidades do fogo, retirar o pino de segurança, apontar o difusor para a base da chama e apertar o gatilho, movimentar o difusor de um lado para o outro.

Extintor de Pó Químico Seco:

1º) Pó Químico Pressurizado: pode haver perda de carga devido a petrificação do pó.

2º) Pó Químico Especial: usado para incêndios em classe D.

Os extintores de pó químico seco podem ser usados em todas as classes de incêndios, não devem ser usados em centrais telefônicas ou computadores porque deixam resíduos. Não tem boa atuação nos incêndios da classe A e é preciso completar a extinção jogando água.

Modo de Usar: Transportá-lo até as proximidades do fogo, soltar a trava de segurança, apontar o difusor para a base do mesmo e apertar o gatilho, fazer movimentos de um lado para o outro.

FOGO EM AUTOMÓVEL

O extintor deve estar em local de fácil localização, retire o extintor e o transporte até o local, dirija o jato a base do fogo, após desligue a bateria do veículo.

O QUE FAZER EM UM PRINCÍPIO DE INCÊNDIO?

– Preservar a sua integridade física e de outras pessoas;

– Realizar o primeiro combate ao fogo com os meios disponíveis. Ex: pano molhado, balde de água, mangueiras de jardim ou extintores e posteriormente chame o corpo de bombeiros pelo telefone 193, que pode ser discado de qualquer telefone público sem ficha ou cartão;

– Ao sentir cheiro de gás ventile ao máximo o ambiente, não provoque qualquer tipo de chama ou fagulha, nem mesmo ligue ou desligue o interruptor de luz.

CUIDADOS COM O GÁS DE COZINHA

– Não fumar enquanto estiver manuseando o botijão;

– Se a mangueira pegar fogo feche o registro;

– Ao utilizar o fogão acenda primeiro o fósforo e depois abra o registro,

– Não utilize o botijão de 13 Kg em fogareiros ou lampiões, pois poderá ocasionar um super aquecimento do recipiente rompendo a válvula de segurança;

– Não utilize chama para localizar vazamento de gás, use espuma;

– Faça revisões periódicas das instalações elétricas.

CUIDADOS COM AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

– Não faça consertos ou improvisações nos fios ou equipamentos elétricos sem estar devidamente habilitado;

– Evite ligar mais de um aparelho numa só tomada, pois sobrecarrega o sistema elétrico podendo provocar um curto circuito ou incêndio;

– Desligue o ferro ao atender a porta ou o telefone.

CUIDADOS COM O USO DE CIGARRO

– Não jogar cigarro acesso no cesto de lixo;

– Evite acumular pontas de cigarro no cinzeiro do carro;

– Não jogue ponta de cigarro acesso na estrada;

– Não durma fumando;

– Respeite as placas de proibição.

PROCEDIMENTOS EM CASO DE INCÊNDIOS EM EDIFÌCIO

– Mantenha a calma;

– Nunca salte do prédio;

– Desça sempre, só suba em último caso, pois a tendência do calor e do fogo é subir;

– Não utilize elevadores, providenciando para que outras pessoas também não utilize.

SEMPRE QUE POSSÍVEL UTILIZE AS CAIXAS DE INCÊNDIO DA SEGUINTE MANEIRA

– Abra a tampa;

– Engate a mangueira na saída do registro;

– Engate o esguicho na outra extremidade da mangueira;

– Desenvolva a mangueira em direção ao fogo;

– Abra o registro na caixa de incêndio

OUTROS CUIDADOS

– Se a peça estiver tomada de fumaça, ande rente ao chão, pois é onde há menos fumaça e mais oxigênio;

– Zele pelos hidrantes nas calçadas, pois é onde os bombeiros abastecem com a água as viaturas;

– Mande revisar periodicamente os extintores;

– Ao entrar no ônibus, trens, repartições, casa de espetáculos, oberve onde situam-se as saídas de emergência;

– Se sua roupa pegar fogo, role no chão ou envolva-se num cobertor.

“Você não precisa se preocupar excessivamente com os incêndios, mas nunca pense que ele somente ocorre com os outros “.

“LEMBRE-SE QUE A RESPONSABILIDADE DE EVITAR INCÊNDIOS NÃO CABE SOMENTE AOS BOMBEIROS, MAS SIM A TODO O CIDADÃO CIENTE DE SEUS DEVERES”.

Fonte: www.bombeirosemergencia.com.br

Como agir em caso de incêndio

Não fique parado na janela sem nenhuma defesa. O fogo procura espaço para queimar e irá buscá-lo, se você não estiver protegido.
Se ficar isolado, tente arrombar paredes com o impacto de qualquer objeto que seja resistente.
Mantenha-se vestido e molhe suas roupas.
Preso dentro de uma sala, jogue pela janela tudo que puder queimar facilmente: cortinas, tapetes, cadeiras, plásticos, etc. Com ajuda de uma mesa deitada, tampo voltado para o fogo, proteja-se do calor irradiado, que se propaga em linha reta.
Não tente salvar objetos. Primeiro salve sua vida.
Toque a porta com a mão. Se estiver quente, não abra. Se estiver fria, faça o teste: abra a porta vagarosamente e fique atrás dela, proteja-se contra a parede. O fogo que deve estar do outro lado poderá atingi-lo diretamente no rosto, ao receber o jato frio da porta aberta.
Ajude a acalmar os outros.
Se for descer alguns andares por meio de corda de pequeno diâmetro, faça nós de metro em metro, para que consiga segurá-la.
Em caso de salvamento por helicóptero, tenha calma. O pânico poderá matar os poucos sobreviventes sobre um prédio e os tripulantes do aparelho.
Quando usar as escadas do Corpo de Bombeiros, desça com o peito voltado para a escada, olhando sempre para cima.
Se um incêndio ocorrer em seu escritório ou apartamento, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem por não acreditarem que ele pode se alastrar com rapidez.
Só combata o incêndio, se você souber manusear, com eficiência os equipamentos de combate.
Não use elevadores. Desça pelas escadas. Só suba se realmente for impossível descer. O fogo e o calor caminham sempre para cima. Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores. Feche todas as portas que ficarem atrás de você.
Não salte do prédio. Muitas pessoas morrem, sem imaginar que o socorro pode chegar em minutos.
Se você ficar preso em uma sala cheia de fumaça, fique junto ao piso, onde o ar é sempre melhor. Se possível, fique junto a janela, de onde poderá pedir socorro.
Se você não puder sair, mantenha-se atrás de uma porta fechada. Qualquer uma serve como couraça. Procure um lugar perto de janelas e abra-as em cima e embaixo. Calor e fumaça tendem a sair por cima. Você pode respirar pela abertura inferior.
Se você puder sair, respire pelo nariz, em rápidas inalações, e rasteje para a saída, pois o ar é mais puro junto ao chão.

Fonte: www.bombeirosemergencia.com.br

 

CUIDADO! SEU LAR PODE ESCONDER VÁRIOS PERIGOS

A imagem poética do lar como um refúgio superprotetor é bastante enganosa. Acidentes graves costumam ocorrer em casa.

Somos os maiores interessados e também os responsáveis por manter nossos lares em segurança. Para isso, precisamos descobrir os riscos e eliminá-los. É importante também conscientizar toda a família.

Nunca toque em aparelhos elétricos quando estiver com as mãos ou o corpo úmidos.

Não mude a chave de temperatura (inverno – verão) do chuveiro elétrico com o corpo molhado e o chuveiro ligado.trocar lâmpadas, toque somente na extremidade do suporte (de porcelana ou plástico) e no vidro da lâmpada elétrica. Se possível, desligue a chave geral antes de fazer a troca.
Mantenha os aparelhos elétricos em bom estado.

Não hesite em mandar consertá-los sempre que apresentarem problemas ou causarem pequenos choques.

Verifique sempre os fios elétricos que ficam à vista. Com o tempo, a sua capa protetora se desgasta. Nunca deixe um fio elétrico descoberto.

Instale o fio de terra em chuveiros e torneiras elétricas.

Ao manusear objetos metálicos, tenha cuidado para que não esbarrem em nenhum cabo elétrico aéreo.

Nunca pise em fios caídos no chão, principalmente se a queda foi conseqüência de uma tempestade.

EMPINAR PAPAGAIOS

A maioria das crianças adora empinar pipas, também chamadas papagaios ou pandorgas. No entanto, esta brincadeira pode terminal mal se não for observada uma regra básica:

Nunca empine pipas em locais onde houver cabos elétricos aéreos.

Os perigos são reais.

A pipa pode encostar num cabo elétrico e, se sua linha estiver molhada ou enrolada num objeto de metal (uma lata, por exemplo), ela se transforma num excelente condutor de eletricidade.

Não tenha receio de usar sua autoridade de pai ou de adulto para impedir que crianças empinem pipas em locais onde existem cabos elétricos aéreos. Explique a elas o risco que correm e indique um local adequado para brincar

 INTOXICAÇÕES POR COSMÉTICOS OU MEDICAMENTOS

Para evitar este tipo de intoxicação, observe à risca as recomendações abaixo:

Conserve artigos de limpeza, cosméticos e remédios fora do alcance das crianças.

Guarde os produtos num armário trancado á chave. Evite misturá-los no mesmo compartimento.

Todos os produtos de limpeza e remédios devem estar bem identificados. Se os rótulos forem danificados, providencie novas identificações.

Destrua os remédios que estão fora de uso. Derrame os líquidos no vaso sanitário e puxe a descarga; dissolva os comprimidos e faça o mesmo.

Não deixe que suas filhas pequenas brinquem com cosméticos. Muitas vezes um produto que é inofensivo ao adulto traz graves malefícios a uma criança.

No caso de ingestão de qualquer produto, procure o médico.

ACIDENTES ACONTECEM NO BANHEIRO
As quedas são acidentes mais comuns. A causa é simples: a maioria dos banheiros tem piso escorregadio, que freqüentemente se encontra úmido.
Muitas quedas, e até afogamentos, são registrados em banheiras. No banheiro podem ocorrer também choques elétricos, queimaduras por água quente, além de cortes com giletes e navalhas.

O uso de tapetes de borracha ou tiras antiderrapantes no fundo das banheiras ou sobre o piso do boxe dos chuveiros evita acidentes.
Pessoas idosas e deficientes físicas correm maior risco de sofrer quedas. A instalação de barras de ferro junto ao vaso sanitário e ao boxe do chuveiro pode prevenir quedas.
Não deixe sabonetes e vidros de xampu jogados no piso do boxe ou na banheira.

Fonte: www.cb.sc.gov.br

Dicas para a Segurança do Homem do Campo

POLÍCIA E HOMEM DO CAMPO – UMA PARCERIA SEGURA

COM A FINALIDADE DE PREVINIR E COMBATER O CRESCIMENTO DE ATOS DELITUOSOS NA ÁREA RURAL, UMA PARCERIA DAS POLÍCIAS CIVIL, MILITAR E AMBIENTAL DA REGIÃO DE ARAÇATUBA (DEINTER 5), INTENSIFICAM O POLICIAMENTO RURAL, UM TRABALHO CONJUNTO, BASEADO NA FILOSOFIA DE POLÍCIA COMUNITÁRIA, UMA NOVA FORMA DE RELACIONAMENTO E INTEGRAÇÃO ENTRE POLICIAIS E POPULAÇÃO, QUE SÓ TRAZ BENEFÍCIOS À COMUNIDADE.
DENTRE AS AÇÕES REALIZADAS, FORAM FORMULADAS ALGUMAS DICAS PARA PROPORCIONAR MAIOR TRANQUILIDADE AOS MORADORES RURAIS.

– Combinar com vizinhos, motoristas de transporte escolar e de coletas de produtos rurais, códigos para situações de perigo (conversação, sinais sonoros e/ou visuais).

– Adquirir sistemas de comunicações (telefone, rádio, etc.) e procurar instalar portões eletrônicos, alarmes e luzes em pontos estratégicos da propriedade.

– Ter os telefones úteis como Polícia Militar, Polícia Civil, vizinhos, amigos e parentes em local de fácil acesso.

– Manter animais (como cachorros, gansos) que possam denunciar a chegada de estranhos, além de colocar cadeados nas porteiras e portões de acesso à propriedade.

– Não deixar chaves em locais que tragam risco à segurança (troncos, pedras, etc.).

– Cientificar o vizinho nos casos de ausência e evitar a rotina de deixar as luzes externas acesas ao sair.

– Evitar rotinas, alterar caminhos, condutas e horários. Não comentar particularidades sobre a família ou a propriedade e orientar funcionários a fazerem o mesmo.

– Evitar comentar ou manter na propriedade objetos de valor ou somas de dinheiro. Recorrer aos bancos para depósitos ou pagamentos.

– Estar atento ao compradores ou vendedores estranhos e ter cuidado com negócios fáceis e lucrativos.

– Vistoriar periodicamente a propriedade, verificando cercas, animais, acessos, etc.

– Deixar nas pastagens próximas de estradas ou local de fácil acesso os animais de difícil manejo e no período noturno, procurar recolhê-los nas proximidades da sede.

– Pedir referências e checá-las antes de contratar funcionários.

– Nas propriedades ribeirinhas manter as embarcações em locais seguros.

– Evitar manter armas na propriedade, pois ao invés de repelir poderá atrair meliantes e seu uso incorreto agravará a situação e colocará a família em risco.

– Ao alugar um imóvel, certificar para quem e qual a finalidade, anotando dados, como os do veículo.

– Verificar, ao aproximar-se do imóvel, sinais exteriores de irregularidade e não ter pressa de entrar.

– Identificar máquinas e implementos a fim de facilitar seu reconhecimento imediato ou após o cometimento do crime

– Instalar nos maquinários agrícolas equipamentos de segurança que dificultem sua locomoção, procurando mantê-los trancados no galpão próximo a casa.

– Guardar em local adequado as ferramentas de uso diário (facão, foice, pá, etc.), pois podem ser utilizadas para arrombamento ou contra você.

– Se for vítima de roubo, não reagir.

– Em deslocamentos procurar portar aparelho celular e quando acionar a polícia, cientificar-se com qual cidade está falando.

– Ao perceber veículos e pessoas em atitudes suspeitas, anotar o maior número de dados e particularidades, repassando à polícia e aos vizinhos.

– Informar a polícia ao notar algum crime, preservar o local para a perícia e registrar o B.O. com maior número de informações possíveis.

TELEFONES ÚTEIS

– POLÍCIA MILITAR 190
– POLÍCIA CIVIL 147 (197 a partir de 15/09/2004)
– POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL (18) 3642-3352

FONTE: DELEGACIA SECCIONAL DE POLÍCIA DE ARAÇATUBA – SP
FEIRA CULTURAL DE AGROPECUÁRIA DO MUNÍCIPIO DE ARAÇATUBA

DICAS DE SEGURANÇA NAS PROPRIEDADES RURAIS

Sabemos que existe o crime porque existe facilidade. O que o ladrão, o amigo das coisas alheias quer é facilidade. Facilidade é o que ladrão quer e acha, pois somos muito, mas muito descuidados e damos sopa para o azar. É muito cômodo sair de casa e deixar a porta ou a janela aberta. É fácil deixar o carro aberto e com as chaves dentro, inclusive documentos.Às vezes uma pessoa até então tida por honesto, achando facilidade não resiste e comete um crime.Diante deste quadro temos então que criar dificuldades, pois o ladrão vai pensar duas vezes ou mesmo desistir de seu intento.
Todos nós somos vítimas em potencial, por isso, devemos nos prevenir para não precisar remediar depois. Precisamos criar dificuldades, instalando alarmes, armadilhas, colocando chaves, cadeados, segredos, truque…

Prevenção

Nas propriedades rurais é comum guardar máquinas, tratores, implementos, insumos agrícolas, veículos etc… e todos de alto valor de custo e essenciais às atividades agrícolas e diante deste pequeno, porém, forte argumento é que surge a necessidade de se prevenir.
Faça um seguro de seus bens (e leia bem as clausulas do contrato para não ficar na mão por falta de cobertura quando for vitimado; não deixem que surpresas o visitem quando mais precisar de ajuda); invista um pouco mais na proteção de seus bens. Melhore o barracão onde seus objetos de trabalho ficam guardados. Melhore a iluminação. Coloque interruptores bem à sua mão ou de seu administrador. Uma iluminação, de repente, no meio da noite, diante do barulho pode fazer muito ladrão sair correndo.
Os cães de guarda são muito importantes e necessários. Há quem prefira gansos, pois estes animais são mais difíceis de serem conquistados.
A casa da sede não deve ser distante das casas dos colonos, dos empregados, senão como eles poderão vigiar? Se a casa for longe procure dotar o lugar de um bom sistema de iluminação e, porque não, de comunicação entre patrão e empregado.
As máquinas notadamente tratores, colhedeiras, automóveis, devem ter a saída dificultada com truques, correntes, alarmes, travas…
Quanto aos empregados, você precisa saber quem são eles, de onde vem, se tem passagens pela polícia, se têm referências ( aqui é importante saber quem as deu e consultar .
É necessário saber o nome do empregado. Não serve seu apelido. Quem fornece apenas o apelido quer esconder seu nome, porque? Procure saber quem trabalha para você, seus parentes, seus amigos. Cuidado com pessoas que querem aplicar golpes e que passam por amigos de seus amigos, geralmente se aparentam humildes.
Às vezes acusam o patrão de se mal pagador e precisam vender algum bem da fazenda para pagar a farmácia, pagar outro empregado. Antes de ficar com dó e ajudar , consulte o patrão daquele empregado, evitando dificuldades e perder um amigo.
Procure fazer um cadastro de seus empregados , contendo foto recente, o nº da identidade, nome do pai, mãe, local de nascimento, carteira de trabalho, título de eleitor, se votou na última eleição ( por que não o fez, será que estava preso, ou fugindo da polícia?). Procure colocar outros endereços, por ex. parentes de outras cidades.

Ajude seu empregado a obter os documentos.

Isso as vezes dá trabalho, concordo, mas lembre-se é seu patrimônio que está em jogo e merece seu esforço. Lembre-se quem não quer ser identificado é porque esconde alguma coisa.

Faça uma relação completa de seus bens. Número, tipo, modelo, cor, sinais característicos. Guarde cópias de documentos de veículos e decalques de chassi, motor, onde somente você saiba.

Seus animais devem ser marcados com sua marca. Carimbe sua marca em uma folha de papel, pois poderá dela para mostrar `a Polícia, ou a outras pessoas, dando buscas em animal furtado/roubado. Se você tem um nome comum, faça uma marca diferenciada.

Vigie sua propriedade contra estranhos. Muitas pessoas chegam ao seu local de trabalho, em sua casa e é importante que você saiba quem são, de onde vem, o que querem ali. Peça documentos. O ladrão as vezes deixa de cometer um crime, pois sabe que seu nome já é conhecido. Anote seu nome, número do documento, isso o inibe e o assusta.

Peça aos empregados que fiquem de olho em pessoas estranhas. Cuidado com as pessoas que às vezes vem fazer pequenos consertos e trazem amigos. Para que? Não deixem que eles vejam sua casa por dentro, o que tem, por onde entra, onde sai, onde fica o telefone, o cofre. Todo cuidado é pouco. Guarde chave dos aposentos em local que só você saiba e sua família, facilitando caso fique preso em algum cômodo.

Cuidado com ciganos e andarilhos, videntes etc. muitos passam levam nossos bens e nunca mais são encontrados.

Mantenha bom relacionamento com seus vizinhos. Forme uma rede informal de comunicação. Avisem-se uns aos outros sobre qualquer coisa suspeita e que venha quebrar a rotina diária.

Verifique e faça um levantamento completo, com seus vizinhos, sobre locais nas suas propriedades que possam servir de esconderijos de ladrões, onde possam ser escondidos animais e máquinas furtadas. Percorra com seus vizinhos sua mata, nunca vá sozinho. Se descobrir gente estranha escondida ou acompanhada, nas suas terras chame a polícia. Tenha sempre o telefone da Polícia Ambiental, Militar, Civil em mãos.

Cuidado se na sua fazenda possui pista de avião. Procure controla-la e não deixe abandonada, pois poderá servir para o crime de contrabando e tráfico de drogas.

Propriedade cortada por rodovia ou às suas margens deve redobrar os cuidados. Cuidado com os carros quebrados, pois pode um fingir consertar e outro reconhece o terreno. Procure ficar atento a barulho de motor de carro à noite. Nunca vá sozinho verificar.

Acostume-se a correr a cerca, verificando se não há corte de arame. Procure não deixar animais próximo da cerca à noite.

Chegando na propriedade

Se chegar à noite, evite estar sozinho e muito cuidado ao abrir a porteira. Cautela muita gente é assaltada ao descer do carro. Procure deixar alguém de guarda, evite deixar sua casa e a propriedade sozinha.

COMO AGIR DIANTE DO CRIME

Cuidado ao enfrentar bandidos armados, pois poderá perder o seu bem mais precioso: sua vida.

Não seja valente, poderá sofrer um tiro ou golpes fatais.

Tente não ficar mais nervoso que o ladrão, mas discretamente, procure observa-lo, com detalhes, modo de falar, se é canhoto, se tem problemas visuais, tatuagens, gírias, sotaques, cicatrizes. Não acredite em certas ameaças, após o fato, chame a polícia, o mais breve possível, poderá haver tempo de prende-lo e recuperar seus bens.

O local do crime deve ser observado por peritos, portanto não mexa nas coisas que diz respeito a cena do crime. Não misture as marcas de passos ou dos veículos. Em síntese, mantenha o local preservado. Não coloque a mão sobre superfície lisa, poderá haver digitais.

O que você pode fazer com cautela, é, mesmo antes da polícia chegar, graças a sua política de boa vizinhança é ir investigando, tomando notas, detalhes, pois deve colaborar com a polícia e mais: você está investigando o crime de que fora vítima, enquanto a polícia investiga outros crimes, além do seu.

Lembre-se a Constituição Federal diz ser a segurança, dever e responsabilidade de todos.

Ajude a Polícia a ajudar você.

Os trabalhadores rurais

Conhecido também como “bóias frias” formam uma grande categoria. Certo que, muito deles estão ficando sem mercado de trabalho com a conseqüente mecanização das lavouras onde máquinas substituem homens e acabam gerando desconforto e desemprego.

O trabalhador rural é responsável pela colheita em regiões eminentemente agrícolas como a nossa, aqui, no interior do Estado e é bom que não se pode torcer o nariz para a atividade agropecuária, pois é dela que vem o nosso pão, arroz, leite das crianças.

Cuidado com o transporte dos trabalhadores rurais.

O transporte de trabalhadores urbanos e rurais deverá ser feito por ônibus, atendidas as normas de segurança estabelecidas em lei.

Destaque para a Constituição do Estado de São Paulo, art. 190, promulgada em 05.10.89, bem como o Código de Trânsito Brasileiro, Lei 9503/97, em seus artigos 108, 235, bem como a Resolução Contran nº 82, de 19 de novembro de 1998, publicada no Diário Oficial da União, de 20 de novembro de 1998.

Lembramos que o veículo não pode ser do tipo basculante ou boiadeiro.

Lembramos que os empregados que dirigem trator, devem ser habilitados na categoria, C, D ou E, dependendo do veículo, conforme resolução 67/98 do Contran.

Caso você entregue veículo automotor a pessoa inabilitada, poderá responder por crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro, com pena prevista de 6 meses a um ano de detenção, ou multa – art. 310 do CTB.

Enfim, qualquer dúvida procure uma Unidade da Polícia Civil – Delegacia de Polícia e converse com a autoridade policial. Tire suas dúvidas.

Fonte: Artigo extraído (parcialmente) da revista ADPESP – Ano 20, nº 28, dezembro de 1999, pgs 101 a 108 – Autor: Dr. Feres Cury Karam, delegado de polícia.

Calçado adequado, direção segura

 

Um tema que ainda gera dúvidas e controvérsias é a respeito do tipo de calçado que pode ou não ser utilizado na condução de veículos. Há uma tradição em se dizer que é proibida a utilização de chinelos ou sapatos de salto alto, e é comum vermos reportagem com fotografias de determinados tipos de calçado com as observações: “esse pode”, “esse não pode”. Veremos que não é tão simples assim estabelecer de forma objetiva aquilo que pode ou não. Na vigência do Código anterior já havia a previsão de que era proibido dirigir “calçado inadequadamente”. Note-se que tal expressão não sinalizava qualquer referencial objetivo quanto ao sentido que se queria dar à regra. Poder-se-ia entender que é inadequado vestir terno e gravata calçando tênis, ou ainda camiseta e calção com sapatos sociais. O condutor ficaria totalmente à mercê daquilo que a autoridade ou seu agente entendesse como “inadequado”.

No atual Código de Trânsito Brasileiro foi dado um certo referencial, mas que ainda não define objetivamente aquilo que pode ou não. A atual redação é da proibição de dirigir “usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais”. Note-se que basta a ocorrência de uma das situações para que se caracterize a infração. Quanto a firmar-se nos pés a primeira coisa que vem à mente é o chinelo sem tira no tornozelo, mas também seria o caso de alguém usar um calçado fechado, sem cadarço, alguns números maior do que aquele que calça. Quanto ao comprometimento do uso dos pedais o que vem à mente é o salto alto, mas isso é muito relativo. Uma coisa é o guarda que teoricamente não usa salto alto tentar utilizar os pedais, e outra é aquela jovem modelo que desde a pré-adolescência faz malabarismos sobre seus saltos. Não há também qualquer referencial quanto à altura do salto ou sobre o calçado com sola tipo plataforma.

A única certeza absoluta que existe é que dirigir descalço não é proibido. Não nos parece procedente a autuação, também, quando não se utiliza o pé calçado de forma insegura, como no caso de um veículo automático (ou citymatic, agora) se o pé que se utiliza nos pedais estiver descalço. A regra serve tanto para veículos de quatro ou mais rodas quanto motos ou triciclos, e nesse caso poderia ser aplicável em veículos de duas rodas sem pedais (scooters) quanto ao fato de se firmar nos pés, pois numa parada o calçado poderia soltar-se dos pés. Logicamente que no caso dessa autuação ser em veículos de duas rodas, ela seria possível sem a sua parada, à revelia, mas no caso de veículos de quatro ou mais rodas haveria necessidade da abordagem direta. Recomenda-se que no caso de condutoras usando saias curtas o agente peça que ela desça do carro, pois colocar a cabeça para dentro do veículo com o objetivo de observar o calçado poderá ser visto como pedólatra ou tarado…


Fonte:
www.automovel.com.br