Trânsito: basta!

Todas as manhãs quando chego à Delegacia Seccional, examino os Boletins de Ocorrências ( BO s) confeccionados pela Equipe do Plantão Permanente.
Inúmeras ocorrências são registradas, noticiando crimes dos mais variados tipos, lesões corporais, ameaça, furtos, estelionatos, porte de entorpecentes,  acidentes de trânsito (lesão corporal culposa, crime capitulado no art. 303 do Código de Trânsito), etc.
Estamos preocupados com o acréscimo de tais ocorrências – acidentes de trânsito.
Freqüentemente os veículos de comunicação de nossa cidade noticiam acidentes de trânsito, resultando em mortes, lesões graves e permanentes. Basta, é necessário uma conscientização coletiva para melhorarmos o quadro ruim que estamos assistindo.
Campanhas educativas foram deflagradas pelas Policias Civil e Militar, Prefeitura, Conseg e outras Instituições, como na recente Semana Nacional do Trânsito, com pedágios, distribuição de cartilhas e palestras. A Polícia Militar intensifica seu trabalho com operações nas vias públicas. A Polícia Civil instaura inquéritos e responsabiliza criminalmente os incautos motoristas, ambas vem cumprindo seu papel constitucional de manter a ordem pública no trânsito, além de participarem efetivamente de campanhas educativas, com o objetivo de orientar, antes de punir.
Conclamo as Instituições de nossa cidade, como por exemplo, Rotarys, Lions, Maçonaria, GEADE, comunidade escolar, Igrejas, Auto Escolas, CFCs, Câmara de Vereadores, e sobretudo, as famílias a repensarem o trânsito de nossa cidade. Urge uma mudança na forma de dirigir.
Dirigir como cidadão, de forma ética, respeitando as leis de trânsito e com espírito humanitário. Reza o artigo 76 do C.T.B.: “ A Educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1 º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação” . O parágrafo Único, inciso I, diz: a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com conteúdo programático sobre segurança de trânsito”.
A questão é esta. Nenhuma instituição escolar, apesar de previsão legal, promove em sua grade curricular a disciplina “ educação para o trânsito” da pré-escola até a Universidade, conforme preceitua a lei vigente. Lins a “ cidade das escolas ” poderia ser a pioneira e promover nas suas escolas, públicas e particulares a disciplina “ Educação para o Trânsito”.

Basta de violência no trânsito. Chega de mortes estúpidas, cenas e conseqüências trágicas.

Dr. Orildo Nogueira, Delegado Seccional Assistente da Delegacia
Seccional de Lins
Coordenador do Site
www.comseguranca.com.br

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