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Prevenção de Acidentes no Lar Os
acidentes são importantes causas de sofrimento e até a morte
nas crianças. Mas Para a maioria deles há prevenção.Mas
para isso é preciso tomar consciência e providências
antes que os fatos ocorram. PRINCIPAIS
CAUSAS DE MORTALIDADE INFANTIL (1995) SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA X UNICEF “Fique
por perto, acidentes são evitáveis” As
famílias brasileiras sabem evitar acidentes? Pesquisa em 260 famílias. O acidente é resultado de 3 fatores: 1-
Crianças susceptíveis: dos recém-nascidos aos pré-escolares. LACTENTE
ATÉ 06 MESES a)
QUEIMADURA b)
SUFOCAÇÃO (aspiração de corpo estranho) 2.
INTOXICAÇÃO 4-
ACIDENTES DE AUTOMÓVEL LACTENTE
DE 7 A 12 MESES 2.
QUEIMADURA 3.
AFOGAMENTO 4.
ENVENENAMENTO 5.
SUFOCAÇÃO 6.
CHOQUE ELÉTRICO CRIANÇAS DE 1 A 02 ANOS 1.
QUEDAS E FERIMENTOS 2.
QUEIMADURAS E CHOQUES ELÉTRICOS 3.
SUFOCAÇÃO 4.
AFOGAMENTO 6.
AUTO-SEGURANÇA CRIANÇAS
DE 2 A 6 ANOS 1.
QUEDAS, FERIMENTOS E AFOGAMENTOS. c) Use vidros de segurança nas portas e coloque decalques coloridos em portas grades de vidro. d)
Guarde facas, tesouras e armas longe do alcance das crianças. c)
QUEIMADURAS d)
AUTO-SEGURANÇA e)
ENVENENAMENTO 3.
MORDIDA DE ANIMAIS 4.
SEGURANÇA NO TRÁFEGO CRIANÇA DE IDADE ESCOLAR Estimular
a criança a assumir alguma responsabilidade por sua própria
segurança. 2.
AFOGAMENTO 3.
AUTO-SEGURANÇA CONSIDERAÇÕES SOBRE ADOLESCÊNCIA O
jovem tem necessidade de sentir-se forte e ser impulsivo. PRINCIPAIS CAUSAS E CUIDADOS A SEREM TOMADOS AFOGAMENTO • ao deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança dentro da banheira fique submersa; • ao atender ao telefone: apenas 2 minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência; • sair para atender a porta da frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro. Como proteger uma criança de um afogamento O afogamento pode ocorrer em locais como piscinas, rios, represas, mares. No entanto, as crianças - especialmente as mais novas - podem se afogar em apenas 2,5 cm de profundidade. Ou seja, elas correm risco de se afogar também em piscinas infantis, banheiras, baldes, vasos sanitários, entre outros recipientes considerados rasos. • Nunca deixe a criança sozinha dentro ou próxima da água, mesmo em lugares considerados rasos; • Mantenha baldes, recipientes e piscinas infantis vazios. Guarde-os sempre virados para baixo e fora do alcance das crianças; • Feche sempre a tampa do vaso sanitário e tranque a porta do banheiro; • Em mares, rios, represas e lagos preste muita atenção na criança. Fique alerta as mudanças de ondas e correntes, por exemplo • Sempre vestir colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira quando estiver em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos; • Saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água; • Instale cercas de isolamento ao redor da piscina com pelo menos 1,5 metro de altura, equipadas com portões e travas; • Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número da central de emergência; •
Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não
eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto
com as cercas e a constante supervisão dos adultos; Ensine à criança Aprender a nadar é essencial, mas não é a garantia de que a criança nunca se afogará. Ensine à criança outros cuidados com a segurança, como: • Vista sempre na criança um colete de segurança aprovado pela guarda costeira quando ela estiver próxima de oceanos, rios, lagos ou participando de esportes aquáticos; • Não permita que a criança nade sozinha, é muito perigoso; • Mantenha sempre à mão os números de telefone das centrais de emergência. Saiba mais • Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos pais. Um mero descuido deles basta para que ocorra um afogamento; • Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou privadas abertas. Perguntas mais freqüentes: 1. Como podemos ter certeza de que a nossa piscina é segura? A piscina deve ser cercada por todos os lados. As cercas devem ter, no mínimo, 1,5 m e ser equipada com portões que podem ser trancados. Aprenda primeiros-socorros e tenha telefones de emergência próximos à área da piscina. NUNCA deixe uma criança sem supervisão perto ou dentro de uma piscina. É importante lembrar que capas de piscina não foram desenhadas para prevenir o afogamento de crianças. Evite o acúmulo de água em cima das capas e supervisione as crianças mesmo quando a piscina estiver coberta. 2. Quando meu filho deve começar a fazer aulas de natação? Espere seu filho completar 4 anos de idade para iniciar as aulas. Crianças menores de 4 anos são mais suscetíveis a desenvolver infecções por engolir muita água. Entretanto, os pais podem começar com aulas nas quais as crianças mantenham a cabeça fora da água. Em qualquer um dos casos, assegure-se de que a escola e os professores são qualificados. Nunca
assuma que sua criança é “à prova de afogamento”.
Mesmo que ela tenha aprendido a nadar, ainda assim precisa de supervisão
constante. As bóias de braços não oferecem segurança: •
podem se desinflar; ARMAS
DE FOGO Como proteger uma criança das armas de fogo Existe um denominador comum em todos os acidentes com armas de fogo: o acesso a uma arma. A coisa mais importante que os pais, as babás e os portadores de armas de fogo podem fazer para proteger as crianças dos acidentes é eliminar a possibilidade de acesso delas às armas de fogo. De preferência, não tenha armas. Apóie a campanha do desarmamento. A menos que sua profissão exija esse tipo de equipamento, desarme-se. Um cidadão armado tem 57% mais chance de ser assassinado do que os que andam desarmados. O que os portadores de armas podem fazer • Se você tem crianças em casa, qualquer arma é um perigo em potencial para elas. Considere seriamente os riscos; • Sempre guarde as armas de fogo descarregadas, travadas e fora do alcance das crianças; • Guarde as munições em um lugar separado e trancado; • Mantenha armas guardadas com chaves e lacres de combinação escondidos em lugares separados; • Faça um curso de uso, manutenção e armazenamento seguro de armas. O que os pais podem fazer • Conversar com as crianças sobre o grande perigo que as armas representam; • Ensinar as crianças a nunca tocarem ou brincarem com armas; • Incentivar as crianças a contar aos adultos quando encontrarem uma arma; • Checar com os vizinhos, amigos, parentes e outros adultos com os quais seus filhos tenham contato se eles têm armas em casa e se seguem às práticas de armazenamento seguro. Saiba mais • Poucas crianças com menos de 8 anos conseguem distinguir entre armas reais e de brinquedo ou entender completamente as conseqüências de suas ações. Crianças de três anos de idade são fortes o suficiente para puxar o gatilho de muitos revólveres; • Percepções não realistas das habilidades e do comportamento das crianças são fatores comuns nestes incidentes. Os pais freqüentemente não percebem a habilidade da criança em obter acesso e disparar uma arma, distinguir entre armas reais e de brinquedo, fazer bons julgamentos sobre segurar uma arma e, conseqüentemente, seguir a regras de segurança; • Quase todos os tiros fatais não intencionais em crianças ocorrem em casa ou na vizinhança. A maioria dessas mortes envolve armas guardadas carregadas e acessíveis para as crianças. Perguntas mais freqüentes: 1. Tenho uma arma e tenho crianças em casa. Que precauções devo tomar? Você
deve sempre guardar as armas de fogo descarregadas e trancadas. A munição
deve ser trancada em local alto e fora do alcance de crianças.
Ensine as crianças a nunca tocarem em uma arma e a contar para
um adulto imediatamente se alguma vez encontrarem uma. Como prevenir que os pequenos pedestres sofram um acidente • O mais importante que você pode fazer para ensinar um comportamento de pedestre seguro é praticá-lo você mesmo: atravesse as ruas olhando para ambos os lados, respeite os sinais de trânsito e faixas para pedestres sempre que possível e faça contato com os olhos dos motoristas antes de atravessar na frente deles; • Não permita que uma criança menor de 10 anos atravesse a rua sozinha. A supervisão de um adulto é vital até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito; • Entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos não são locais seguros para as crianças brincarem; • Tenha certeza de que as crianças sempre usam o mesmo trajeto para destinos comuns (como escola). Caminhe com seu filho para identificar o caminho mais seguro. Escolha o trajeto mais reto, com poucas ruas para atravessar; • Uma lanterna ou materiais reflexivos nas roupas da criança podem evitar atropelamentos. Ensine a criança • Olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua. Atravessar quando a rua estiver livre e continuar olhando para os lados enquanto atravessa; • Utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível. Mesmo na faixa, a criança deve olhar várias vezes para os dois lados e atravessar em linha reta; • Entender e obedecer aos sinais de trânsito; • Não atravessar a rua por entre carros, ônibus, árvores e postes; • Nunca correr para a rua sem antes parar e olhar - seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão. Correr precipitadamente para a rua é a causa da maioria dos atropelamentos fatais com crianças; • Em estradas ou vias sem calçadas, caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário aos veículos) para as crianças verem e serem vistas; • Observar os carros que estão virando ou dando ré; • Sempre que estiver com mais crianças, é preciso caminhar em fila única; • Ao desembarcar do ônibus, esperar que o veículo pare totalmente e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua. Saiba mais A grande maioria das crianças menores de 10 anos de idade não consegue lidar seguramente com o trânsito. Aqui estão as razões: • Crianças têm dificuldade de julgar a que velocidade os carros estão se movendo, a qual distância eles estão e de que direção os sons do trânsito estão vindo; • Crianças pequenas muitas vezes têm opiniões erradas sobre carros. Elas pensam que os carros podem parar instantaneamente ou que, se elas podem ver o motorista, ele também pode vê-las; • Em geral, crianças têm problemas para reconhecer e reagir ao perigo; • Crianças menores estão em crescente risco de morte e lesão por atropelamento nas entradas de garagem. Principalmente quando o veículo está dando ré; • Alto volume de tráfego, alto número de veículos estacionados na rua, limites altos de velocidade estabelecidos, ausência de uma rodovia dividida e poucos dispositivos de segurança de pedestres, como passarelas e lombadas eletrônicas, são fatores que aumentam a probabilidade de atropelamentos. Atenção aos ônibus escolares! A maioria dos acidentes relativos a transporte escolar está relacionada aos pedestres. Muitas lesões ocorrem quando as crianças estão a bordo ou saindo do ônibus escolar, porque os motoristas têm pouca visibilidade que se estende por aproximadamente 3 metros em volta do ônibus. As crianças, especialmente mais novas, talvez não estejam atentas a esta pouca visibilidade e acreditam que, porque elas podem ver o ônibus, o motorista pode vê-las. Para
mais informações sobre a legislação de transporte
escolar, consulte o Código de Trânsito Brasileiro. 1. Com que idade meu filho pode atravessar a rua sozinho? Geralmente, as crianças com mais de 10 anos podem atravessar a rua com segurança sem a supervisão de um adulto. Crianças de 5 a 9 anos são as que correm maiores riscos no caso de mortes e acidentes com pedestres. Os pais costumam superestimar as habilidades de pedestre dos filhos. Crianças são impulsivas e têm pouca noção de velocidade, espaço e distância, e não têm o desenvolvimento cognitivo e a capacidade comportamental de reagir a situações de tráfico complicadas como, por exemplo, cruzamentos. 2. O que meu filho deveria vestir para ser mais visível para os motoristas na chuva e em condições de pouca luz, incluindo o amanhecer e o anoitecer? As
crianças devem sempre vestir roupas claras, para facilitar a visibilidade
do motorista. Além disso, deveriam vestir roupas, acessórios
e/ou sapatos que tenham materiais refletores, que fazem com que as roupas
fiquem 1.500 vezes mais brilhantes do que roupa branca, principalmente
ao anoitecer. Por isso, é importante fazer da casa um ambiente seguro. O responsável deve estar sempre atento aos passos da criança e prever os riscos. Veja como. Como proteger uma criança quando ela está aprendendo a caminhar Para descobrir quais são os perigos para a criança dentro de casa, você tem de explorar o ambiente da mesma maneira que ela. Passe por todas as dependências da casa procurando o que poderia ser atrativo e o que está ao alcance da criança. Procure por possíveis perigos que estejam a até um metro de altura e cheque pontas de mesas e móveis baixos. Siga à risca os seguintes cuidados: • Compre somente brinquedos apropriados para a idade da criança e com selo de garantia do INMETRO. Brinquedos muito pequenos podem facilmente ser engolidos e causar sufocamento. • Não deixe pequenos objetos, como botões, moedas, pregos, tampas de canetas, espalhados pelo chão. Eles podem ser engolidos e sufocar a criança. • Mantenha medicamentos, produtos de limpeza e de higiene, facas e objetos pontiagudos em armários fora do alcance das crianças e trancados. • Procure ter certeza de que as plantas da casa não são venenosas. • Nunca deixe a criança sem supervisão perto da água independentemente da profundidade. • Esvazie todos os baldes, embalagens e piscinas infantis imediatamente após o uso. Guarde-os sempre virados para baixo e fora do alcance das crianças. • Mantenha o vaso sanitário fechado e use trancas no banheiro. Diferentemente dos adultos, a parte mais pesada das crianças pequenas é a cabeça e os membros superiores. Por isso, perdem facilmente o equilíbrio quando inclinadas para a frente e podem cair em baldes ou privadas abertas, e afogar-se. • Use grades com portões no topo e no pé das escadas. Quedas desse tipo provocam sérias lesões. • Instale grades de segurança nas janelas e sacadas. • Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas. Cuidado também com cordas e enfeites com os quais as crianças possam brincar e se amarrar. Eles podem se prender e sufocar. • Crianças com menos de 6 anos nunca devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades nas laterais para evitar quedas. As crianças pequenas devem dormir na cama de baixo. • Não use andadores com rodinhas, eles podem causar sérias quedas em escadas, sacadas e piscinas. •
Mantenha as crianças longe da cozinha enquanto prepara as refeições.
Os cabos das panelas devem ficar virados para o lado de dentro do fogão.
Cuidado com comidas, bebidas e outros objetos quentes. • Mantenha álcool, líquido ou em gel, fósforos e isqueiros fora do alcance das crianças. •
Tenha em casa um kit de primeiros socorros num lugar de fácil acesso
e procure ter perto de seu telefone os números de emergência. Itens aparentemente inocentes, como a torneira do banheiro ou o botão perdido de uma camisa podem oferecer riscos quando se tem um bebê em casa. Até mesmo produtos feitos para ninar ou entreter a criança podem ser perigosos. Como proteger o seu bebê dos acidentes • Os bebês devem dormir em colchão firme de barriga para cima, cobertos até a altura do peito com lençol ou manta que estejam presos embaixo do colchão. O colchão deve estar bem preso ao berço (não mais que dois dedos de espaço entre o berço e o colchão) e sem qualquer embalagem plástica; • Seja especialmente cauteloso em relação aos berços usados. Procure berços certificados conforme as normas de segurança do INMETRO. Fique atento aos espaços entre as grades de proteção do berço, que não devem ter mais que 6 cm de distância; • Remova todos os brinquedos e travesseiros do berço quando seu bebê estiver dormindo, para evitar asfixia; • Compre somente brinquedos apropriados para o seu bebê. Brinquedos pequenos ou com pequenas peças podem engasgar as crianças. Verifique as indicações de idade do selo do INMETRO; • Tenha certeza de que o piso está livre de objetos pequenos, como botões, colar de contas, bolas de gude, moedas e tachinhas. Tire esses e outros pequenos itens do alcance de seu bebê; • Mantenha materiais de limpeza, remédios e vitaminas estão trancados e longe do bebê. Tire plantas venenosas do alcance da criança; • Considere a compra de cortinas ou persianas sem cordas para evitar que crianças menores corram riscos de sofrer estrangulamento; • Nunca deixe as crianças sem vigilância próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água. Esvazie-os logo depois de usá-los. Guarde baldes e recipientes de cabeça para baixo; • Sempre teste a temperatura da água do banho usando o dorso da mão ou o cotovelo e movimentando a água de um lado para o outro; • Evite carregar comidas ou bebidas quentes próximas de seu bebê; • Não use toalha comprida na mesa. O bebê pode puxá-la e derrubar utensílios e líquidos quentes sobre si mesmo; • Não use andador com rodas, prefira o cercado (chiqueirinho); • Instale telas ou grades nas janelas e sacadas. Nunca coloque o berço ou outros móveis próximos à janela; • Procure adquirir móveis com pontas arredondadas ou considere o uso de pontas de silicone (protetores de quinas) vendidas em lojas especializadas de bebê; • Evite móveis com vidro ou outro material que possa quebrar e cortar; • Mantenha uma mão em seu bebê enquanto você troca as fraldas. Não deixe seu bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo; • Use a cadeirinha de segurança em todas as viagens, desde a saída da maternidade. Os bebês devem viajar em cadeirinhas de segurança (bebê-conforto) instaladas de costas para o movimento do veículo, até completarem um ano de idade e pesarem pelo menos 9 kg. Nunca coloque a criança no banco da frente de um carro. Saiba mais Sufocação - pode ocorrer enquanto o bebê está dormindo, quando seu rosto fica encoberto pelo lençol, travesseiro ou outra roupa de cama macia. As grades do berço também podem ser uma ameaça e causar morte por estrangulamento ou sufocação. Quando estão na fase de descobrir o mundo com a boca, os bebês ainda podem engasgar com partes de brinquedos, comidas e outros objetos pequenos. Envenenamento - as crianças com até dois anos de idade correm maior risco de envenenamento não intencional. Produtos de limpeza e medicamentos são riscos significantes. Os bebês podem se envenenar respirando a fumaça de fumo. Preste atenção nas plantas. Verifique antes de comprá-las, se são seguras para suas crianças. Afogamento – grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, mesmo vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. A primeira causa de afogamento com crianças é a falta de supervisão, geralmente por questão de segundos. Automóveis – em uma colisão, uma cadeirinha de segurança instalada e usada corretamente reduz em 71% o risco de um bebê morrer. Entretanto, dados comprovam que a maioria das crianças é transportada no carro desprotegida ou de forma incorreta. Consulte o Guia da Cadeirinha. Quedas – entre as principais associações de quedas com bebês estão os móveis, as escadas e o andador. Este último é responsável por mais acidentes que qualquer outro produto infantil destinado a crianças entre 5 e 15 meses. A maior parte das lesões resulta de quedas em escadas ou simplesmente por tropeços quando estão no andador. Queimaduras – a maioria das queimaduras com bebês, especialmente entre os seis meses e os dois anos, são causadas por comidas quentes e líquidos derramados na cozinha. A água quente da pia e da banheira é também responsável por queimaduras em crianças; essas queimaduras tendem a ser mais graves e cobrem uma porção maior do corpo do que as ocasionadas por outros líquidos quentes. Perguntas mais freqüentes: 1. Os andadores de bebê são realmente perigosos? Sim. Todo ano, nos Estados Unidos, mais de 16.000 crianças são tratadas em prontos-socorros por ferimentos relacionados com andadores. NÃO USE ANDADORES COM RODAS. No Canadá, por exemplo, a venda deste equipamento é proibida. De qualquer forma, existem algumas alternativas no mercado que são fixos, ou seja, têm uma base estável que não se move. Coloque-o longe das escadas, utensílios quentes e cortinas. Lembre-se de que as crianças devem estar sempre acompanhadas, usando andador ou não. 2. O que eu devo pesquisar na hora de comprar um berço? Um berço seguro deve ser certificado para atingir os padrões nacionais de segurança (selo do INMETRO). O espaço entre as grades não deve ultrapassar 6,0 cm. A tinta utilizada deve ser atóxica. As extensões ou saliências dos cantos do berço não devem ter mais que 0,2 cm. Sempre mantenha a grade lateral na posição mais alta quando o bebê estiver no berço. Lembre-se:
o colchão deve ajustar-se perfeitamente ao berço e ser coberto
com um lençol que encaixe bem e não deixe sobras. Nunca
use travesseiro no berço e remova todos os brinquedos quando seu
filho estiver dormindo, para evitar risco de sufocação.
Não coloque o berço perto de janelas, cordões de
persianas e cortinas, aquecedores ou saídas de ar-condicionado. Como proteger uma criança de um acidente com bicicleta, skate ou patins Ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos são as lesões na cabeça, que podem levar à morte ou deixar seqüelas permanentes. A maneira mais efetiva de reduzir lesões na cabeça é usar o capacete . Esta única regra pode reduzir o risco de lesões na cabeça, inclusive traumatismo craniano, em até 85%. • Compre um capacete que atenda aos padrões de qualidade; • O tamanho é essencial. O capacete deve ser confortável e aconchegante, nunca apertado. Também não pode ficar solto, balançando de um lado para o outro; • Tenha certeza de que a criança está usando o capacete corretamente centrado na parte de cima da cabeça e as tiras ajustadas e afiveladas sob o queixo; • Se o seu filho está relutante para usar o produto, deixe que ele escolha o próprio capacete com a cor e o estilo que achar melhor. Dessa forma, ele não vai tirar o capacete quando você não estiver por perto; • Converse com outros pais para que eles convençam os filhos a usar o capacete também. As crianças usam mais o capacete quando estão com outras que também fazem uso dele; • As crianças devem brincar em locais seguros, fora do fluxo de carros e longe de piscinas e sacadas; • Vigilância é essencial até que as crianças desenvolvam as habilidades necessárias para o trânsito. Ensine a criança • Uma bicicleta é um veículo, não um brinquedo. Andar de bicicleta, especialmente no trânsito, exige importante responsabilidade; • Andar com o trânsito, não contra ele; • Usar sinais de mão apropriados; • Respeitar os sinais de trânsito. Pare em todos os sinais vermelhos; • Parar e olhar para a esquerda, a direita e a esquerda novamente antes de entrar numa rua; • Olhar para trás e espere o trânsito que vem antes de virar para a esquerda num cruzamento; • Não andar quando estiver escuro. Se andar ao anoitecer ou de madrugada, é imprescindível usar material refletor na roupa, na bicicleta e nos demais equipamentos. Saiba mais • Uma bicicleta apropriada e com manutenção em dia ajuda na prevenção: os pneus firmes e devidamente cheios, os refletores devem estar seguros, os freios funcionando perfeitamente e as marchas movendo com facilidade; • Os pés da criança devem alcançar o chão enquanto ela estiver sentada no assento da bicicleta. Perguntas mais freqüentes: 1.
O que eu devo procurar em um capacete de bicicleta? 2.
Que tipo de capacete meu filho deveria usar com skate, patinete ou patins? BRINQUEDOS • Quando selecionar os brinquedos, considere a idade, o interesse e o nível de habilidade da criança. Siga as recomendações do fabricante e procure brinquedos com selo de garantia do Inmetro; • Inspecione os brinquedos regularmente à procura de danos e potenciais riscos tais como pontas afiadas e arestas. Concerte o brinquedo imediatamente ou mantenha-o fora do alcance da criança; • Considere utilizar um testador de partes pequenas de brinquedos para determinar se os brinquedos pequenos apresentam perigo de engasgamento em crianças de até 3 anos. Dica: utilize uma embalagem de filme fotográfico como referência; • Evite utilizar balões de látex/bexiga. Se realmente precisar utilizá-los, guarde-os fora do alcance das crianças. Não permita que crianças encham bexigas. Após o uso, esvazie as bexigas e descarte-as juntamente com eventuais pedaços; • Evite brinquedos com pontas e bordas afiadas, que produzem sons altos e que apresentem projéteis, como dardos e flechas; • Brinquedos com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser evitados para reduzir o risco de estrangulamento; • Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Evite brinquedos com elementos de aquecimento – baterias, tomadas elétricas – para crianças com menos de 8 anos; • Certifique-se de que os brinquedos serão usados em ambientes seguros. Brinquedos dirigidos pela criança não devem ser usados próximos a escadas, rua, piscina, lago, etc; • Ensine as crianças a guardarem seus brinquedos após a brincadeira. Um local seguro para guardar previne quedas e outros acidentes. Brinquedos para crianças maiores podem ser perigosos para os menores e devem ser guardados separadamente; • Use presentes (bicicletas, patins, patinetes e skates) como oportunidade para ensinar as crianças sobre segurança na diversão. Presenteie seu filho com os equipamentos de segurança necessários, tais como capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina. Saiba mais • Quedas e engasgamento são os principais responsáveis pelos acidentes e mortes relacionados com brinquedos. Um dos principais culpados de engasgamento são as bexigas/balões de látex; • Crianças de até 3 anos são mais propensas a sofrer engasgamento do que as maiores, porque elas têm tendência a colocar pequenas coisas na boca. No entanto, crianças mais velhas também correm riscos de se engasgar com bexigas e sacos plásticos; • Brinquedos de locomoção, principalmente bicicletas, estão associados a mais acidentes que qualquer outro grupo de brinquedos. Acidentes fatais podem ocorrer quando a criança é atingida por um automóvel ou quando a criança cai numa piscina, num lago, riacho, etc. A maioria dos acidentes com brinquedos dirigíveis ocorre quando as crianças caem dos brinquedos; • O selo do Inmetro garante que o brinquedo passou por testes que comprovam sua segurança e qualidade. Os materiais utilizados na fabricação dos brinquedos devem ser atóxicos. Perguntas mais freqüentes: 1.
Como posso saber se o brinquedo contém peças muito pequenas
para o meu filho? 2. Como saber se o brinquedo do meu filho é seguro? Basicamente, os 5 principais passos para as brincadeiras seguras são: • Estar atento à seleção dos brinquedos adequados à idade da criança. Procure por brinquedos testados e certificados com o selo do Inmetro; • Interagir e participar das brincadeiras com seu filho; • Supervisionar a criança durante a brincadeira, para evitar que ocorram os acidentes; • Ensinar a criança a guardar seus brinquedos depois de usá-los como atitude de prevenção aos acidentes; •
Checar a manutenção dos brinquedos que possam estar quebrados
ou velhos demais e apresentando risco de lesões; e inspeção
dos brinquedos para checar potenciais riscos, como pontas afiadas e arestas
(dardos, flechas, etc). É muito importante ter cuidado ao colocar a criança nos carrinhos de supermercado enquanto faz as compras. Facilmente, a criança pode cair ao brincar ou ao tentar alcançar algum produto da prateleira. Sempre use um cinto de segurança para prender seu filho no banco do carrinho de compras. Tome sempre os seguinte cuidados: •
Fique perto do carrinho o tempo todo; EM
CASA Pergunte-se
o que é tentador e o que está ao alcance da criança
a pelo menos um metro do chão. Procure pelo o chão pequenos
objetos como broches e moedas. Essa verificação não
é 100% eficiente, por isso supervisionar as crianças o tempo
todo é muito importante. Especialmente quando elas estiverem próximas
da água, na cozinha ou no banheiro. • Mantenha um kit de primeiros socorros sempre à mão. KIT
DE PRIMEIROS SOCORROS Kits de Primeiros Socorros podem ser comprados já montados ou você pode montar o seu. Assegure-se de que o kit contenha os seguintes itens básicos: •
Gaze Perguntas mais freqüentes: 1. Em que temperatura devo deixar o aquecedor de água para prevenir que meu filho sofra queimadura? Os aquecedores de água devem estar a 49º Celsius ou menos para prevenir queimaduras em crianças. 2. Onde posso conseguir dispositivos de segurança para crianças? Dispositivos
como protetores de tomadas, protetores de quinas, portões de segurança,
travas de armários, entre outros, podem ser comprados em lojas
de artigos infantis. Redes e/ou grades de proteção para
janelas e sacadas são encontradas em lojas especializadas. Verifique
se a rede a ser instalada tem certificado de qualidade e segurança.
Quando expostas ao veneno, crianças sofrem conseqüências mais sérias, pois elas são menores, têm metabolismo rápido e seus organismos são menos capazes de lidar com toxinas químicas. Como proteger uma criança de um envenenamento e intoxicação: • Guarde todos os produtos de higiene e limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance das crianças; • Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Nunca coloque um produto tóxico em outra embalagem que não a sua. Poderá ser confundido com algo sem perigo; • Saiba quais produtos domésticos são tóxicos. Produtos comuns como enxaguantes bucais podem ser nocivos se a criança engolir em grande quantidade; • Dê preferência a embalagens de segurança. Tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha; • Nunca deixe produtos venenosos, sem atenção enquanto os usa. Só leva alguns segundos para que ocorra um envenenamento; • Não crie novas soluções de limpeza misturando diferentes produtos designados para outro fim. Esta nova mistura pode ser nociva às crianças; • Sempre leia os rótulos e bulas, siga corretamente as instruções para dar remédios às crianças, baseado no peso e idade, e use apenas o medidor que acompanha as embalagens de medicamentos infantis; • Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas; • Saiba quais plantas dentro e ao redor de sua casa são venenosas, remova-as ou deixe-as inacessíveis para as crianças. Veja quais os vegetais tóxicos mais comuns; • Ensine as crianças a nunca colocarem na boca folhas, caule, casca, nozes ou sementes de qualquer planta; • Quando adquirir um brinquedo para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, não contém componentes tóxicos; • Jogue fora medicamentos com data de validade vencida e outros venenos potenciais. Procure em sua garagem, porão e outras áreas de armazenamento por produtos de limpeza ou de trabalho que você não utiliza; • Instale detectores de fumaça em sua casa. É estimado que estes detectores, projetados para soar um alarme antes que o nível de monóxido de carbono (fumaça) acumulado seja perigoso, podem prevenir metade das mortes por envenenamento por monóxido de carbono. Se o alarme soar, deixe a casa imediatamente e ligue para o departamento de bombeiros ou serviço de emergência médica; • Mantenha telefones de emergência próximos aos aparelhos de telefone de sua casa. Peça para os avós, parentes e amigos fazerem o mesmo; • Em caso de intoxicação, entre em contato imediatamente com o pronto-socorro ou Centro de Toxicologia de sua cidade para receber orientações adequadas. Saiba mais • A grande maioria dos casos de exposição a veneno acontece no ambiente de casa; • As crianças mais novas estão naturalmente em maior risco, e a maior freqüência de casos ocorre entre as crianças até 4 anos; • Crianças podem ser envenenadas por muitos produtos domésticos comuns, incluindo produtos de limpeza, cosméticos, plantas, corpos estranhos, brinquedos, pesticidas, produtos de arte, tintas, álcool, medicamentos e vitaminas; • Chumbo (muito comum em tintas) e monóxido de carbono representam um significativo risco de envenenamento de crianças; • As tintas do berço e da parede de sua casa podem conter substâncias tóxicas como chumbo e monóxido de carbono, as quais fazem mal à saúde da criança. Perguntas mais freqüentes: 1. Como eu posso me preparar para emergências de envenenamento? Tenha sempre à mão o telefone de um Centro de Controle de Toxologia. Esteja preparado para informar certos fatos à telefonista quando ligar, como: · Idade da vítima; · Peso da vítima; · Condições de saúde e problemas existentes; · O tipo de substância e modo de contato (ex.: se engoliu, salpicou nos olhos, etc); ·
Se foi feito algum primeiro-socorro. No caso de medicamentos, ligue imediatamente para o Centro de Controle de Toxologia. Caso não consiga contatá-los, ligue 192 (pronto-socorro). Importante: NUNCA provoque vômito ou dê leite para a criança sem orientação médica 3.
E quanto às plantas venenosas? ESCOLA E PARQUES As crianças passam a maior parte do tempo na escola. Por isso, é importante que esse ambiente garanta a segurança delas. Ultimamente, quando você ouve falar sobre segurança nas escolas, o pensamento inicial refere-se à violência. No entanto, existem também outros perigos no ambiente escolar, como os acidentes no playground, durante as práticas esportivas e no transporte escolar. Como prevenir acidentes com crianças em escolas e playgrounds Conheça os playgrounds, onde as crianças brincam. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. Denuncie qualquer problema à escola. A maioria das lesões envolvendo playgrounds é causada por quedas. O risco de lesão é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo acima de 1,5 m. · O playground deve ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina. Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra; · Tire o capuz e o cachecol de todas as crianças para evitar perigos de estrangulamento nos playgrounds; · Se seu filho participa de programas esportivos, converse com o coordenador ou técnico para assegurar-se de que os seguintes itens estão presentes na escola: condicionamento físico e psicológico apropriados, equipamento de segurança, ambiente seguro para a atividade, supervisão adequada de adultos, regras de segurança e um plano de emergência médica; • Certifique-se de que as crianças, quando praticam esportes, estão agrupadas de acordo com seus níveis de habilidades, peso e maturidade física, especialmente para esportes de contato. Ensine a criança • Ensine à criança regras de comportamento nos playgrounds, como não empurrar, não dar encontrões e nem se amontoar. Mostre quais são os equipamentos apropriados para a faixa etária dela; • Ensine às crianças a ficar fora da rua e evitar qualquer brincadeira grosseira. Ensine-as a esperar que o ônibus ou a perua escolar pare completamente para subir ou descer, a observar os carros e a estar sempre visível para o motorista; • Lembre suas crianças de ficar sentadas e manter a cabeça e os braços dentro do ônibus enquanto este estiver em movimento; • Explique à criança que, para descer do ônibus, ela deve esperar que ele pare completamente, sair pela porta da frente usando o corrimão para evitar quedas e depois aguardar a saída do ônibus para atravessar a rua ou atravessá-la, pelo menos, 3 metros à frente do ônibus. Saiba mais Riscos nos playgrounds Lesões adquiridas em playgrounds são as mais comuns no ambiente escolar. A maioria delas é resultado de quedas e são essas as mais severas (lesões e fraturas na cabeça). O risco de se machucar é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo acima de 1,5 m. Pode ocorrer também estrangulamento quando as roupas enroscam ou prendem a criança no brinquedo. Crianças menores que brincam em equipamentos destinados a crianças mais velhas também estão em constante risco. As crianças devem estar sob constante supervisão de adultos durante a brincadeira no playground. Para mais informações, consulte a ABNT sobre a norma referente aos playgrounds. Riscos relativos aos ônibus escolares Os ônibus escolares são uma das formas mais seguras de transporte para a escola. A maioria dos acidentes relacionados ao transporte escolar acontece com pedestres. Algumas lesões ocorrem quando as crianças estão entrando ou saindo do ônibus escolar. Os motoristas conseguem enxergar por volta de 3 metros ao redor do ônibus, e enquanto as crianças – especialmente as mais novas – acreditam que, se elas podem ver o ônibus, o motorista também pode vê-las. Para mais informações sobre a legislação de transporte escolar, consulte o Código de Trânsito Brasileiro. Perguntas mais freqüentes: 1.
O que torna alguns playgrounds mais seguros que outros? Os
playgrounds devem passar por manutenção freqüente. ESPORTE
E RECREAÇÃO • Ainda estão em fase de crescimento, desenvolvendo a habilidade motora; • Não reconhecem nem podem prever os riscos dos esportes e das atividades recreativas; • Possuem menos coordenação motora e reações de defesa mais lentas do que os adultos. Como prevenir acidentes com crianças na prática do esporte Felizmente, “machucar-se" não precisa fazer parte do jogo. Equipamentos de proteção, segurança nos lugares de prática de esportes e regras designadas para a prevenção são elementos importantes para reduzir a freqüência e a seriedade das lesões. Antes do jogo • As crianças devem estar física e psicologicamente em condições de praticar atividades e devem praticá-las com crianças de sua mesma faixa etária; • Cheque os níveis de dificuldade de cada esporte para ver se eles são compatíveis com a idade e o tamanho da criança. Por exemplo: uma bicicleta de adulto não serve para uma criança; • Garanta que a criança, ao andar de bicicleta, patins ou skate, sempre utilize roupas adequadas e proteção apropriada, como capacete, joelheiras e cotoveleiras. E que pratique essas atividades em locais próprios e seguros; • Antes de começar qualquer esporte, as crianças devem passar por um exame médico completo; • Verifique se a pessoa que treina a criança está capacitada a prestar um serviço de primeiros socorros em caso de acidentes. Durante o jogo • Tenha certeza de que a criança será supervisionada por um adulto enquanto joga; • Desidratação em atletas infantis é sempre preocupante. Você deve garantir que a criança beba bastante líquido antes, durante e depois da prática esportiva. Conheça os sintomas da desidratação: falta de sede, fraqueza, dores de cabeça, coloração escura da urina ou uma diminuição de peso; • As crianças devem ter um tempo adequado de intervalo entre as atividades e não devem continuar a jogar se estiverem machucadas; • Os pais e treinadores devem ser modelos para as crianças na prática de esportes seguros, são os exemplos mais importantes de como respeitar regras; • Deixe com o treinador de seu filho informações úteis em caso de emergência: telefone para contato, endereço e qualquer informação médica que possa ser fundamental no trato com a criança. Saiba mais • Quando ouvimos falar de lesões nos esportes, imaginamos esportes como futebol, vôlei ou basquete. No entanto, esportes individuais ou atividades recreativas podem proporcionar danos mais sérios; • As crianças entre 5 e 9 anos sofrem mais lesões com bicicletas ou brincando no parquinho, enquanto as crianças mais velhas machucam-se mais em acidentes esportivos; • Os ferimentos na cabeça são as lesões mais freqüentes. Aproximadamente metade das crianças que sofreram danos na cabeça machucou-se caindo de bicicleta, skate e patins; • As crianças novatas na prática de esportes correm mais riscos de sofrer lesões. QUEDAS • As crianças devem brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar; • Use portões de segurança no topo e no pé das escadas. Caso sua escada seja aberta, instale redes ao longo dela; • Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos; • Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades nas lateriais; • Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas. Além disso, verifique os móveis e se o tanque da lavanderia estão estáveis e fixos; • Ao andar de bicicleta, skate ou patins, o capacete é o equipamento fundamental. Ele pode reduzir o risco de lesões na cabeça em até 85%; • Cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes; • Crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos. Verifique se os brinquedos estão em boas condições e se são adequadas à idade da criança; • Não use andadores. Eles podem causar sérias quedas; • Mantenha uma mão segurando o bebê durante a troca de fraldas. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo. QUEIMADURAS Uma tomada sem proteção, o cabo da panela virado para fora do fogão, materiais inflamáveis perto do fogo representam perigo. A maioria dos casos ocorre na cozinha, onde crianças brincam nos horários de preparo dos alimentos. Informação e educação são os elementos-chave para prevenir acidentes envolvendo queimaduras. Como prevenir acidentes envolvendo queimaduras com crianças • Não deixe fósforos, isqueiros e outras fontes de energia ao alcance das crianças; • Evite ligar vários aparelhos eletrônicos em uma mesma tomada; • Substitua as fiações antigas e desencapadas e deixei-as sobre o tapete e não embaixo; • Guarde todos os líquidos inflamáveis fora da casa e trancados longe do alcance das crianças; • Muito cuidado com álcool. Ele é responsável por um grande número de queimaduras graves em crianças. Guarde o produto longe do alcance delas. Não deixe que ele faça parte da brincadeira, principalmente quando já houver alguma fogueira ou chama por perto; • Prefira o álcool em gel, que tem menor poder de combustão (explosão) que o álcool líquido. Saiba mais no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária; • Fogos de artifícios não devem NUNCA ser manipulados por crianças. Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueiras; • Esteja seguro de que não haja crianças por perto ao acender fogos de artifício; • Deixe itens inflamáveis como roupas, móveis, jornais e revistas longe da lareira, do aquecedor e do radiador; • Tire todos os aquecedores portáteis do alcance das crianças; • Brincadeiras com pipa só devem ocorrer longe dos fios de alta tensão; • Cozinhe, de preferência, nas bocas de trás do fogão. Não deixe as crianças se aproximarem do fogão quando estiver aceso. Mantenha os cabos das panelas sempre virados para dentro do fogão; • Não manuseie líquidos ou comidas quentes próximos às crianças; • Não guarde alimentos, como doces e biscoitos, em prateleiras ou armários sobre o fogão; • Para evitar acidentes, isole as tomadas com uma fita ou protetor ou mantenha os móveis na frente delas, escondendo-as; • Cheque os perigos de incêndio. Procure por fios desencapados ou materiais inflamáveis próximos à fonte de calor, como aquecedores de ambiente; • Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância. Cuidado com os fios dos outros eletrodomésticos. Se possível, mantenha-os no alto; • Não use toalhas compridas na mesa. A criança pode puxar e derrubar utensílios quentes; • Teste a temperatura da água do banho do bebê com o cotovelo ou o dorso da mão; • Velas devem ficar dentro de recipientes não inflamáveis e que as mantenham em pé como em vasos; • Não deixe velas perto de tecidos, como cortinas e lençol, ou de estruturas de madeira, como santuário e cabeceiras de cama; • Apague as velas ao sair de casa; • Se possível, substitua velas e candeeiros por lanternas. Prevenindo-se contra incêndios Um pequeno incêndio pode-se tornar fatal em questão de minutos. Para ajudar a evitar uma tragédia, inspecione minuciosamente sua casa para eliminar riscos em potencial. Prepare sua casa para uma emergência e ensine para sua família os perigos de um incêndio e como escapar dele. • Designe uma saída de emergência, desta forma todos os membros da família podem ser contados rapidamente; • Instale detectores de fumaça em todos os andares de sua casa e em toda área de dormir; •
Teste os detectores de fumaça mensalmente para comprovar seu bom
funcionamento. • Durante o incêndio, arrastar-se embaixo da fumaça evita intoxicação; • Muitas mortes são causadas pela fumaça e gases tóxicos; • Toque nas portas antes de abri-las. Se a porta está quente, use uma saída alternativa; • Nunca volte para um prédio em chamas. As crianças devem ser lembradas para não parar ou voltar por alguma razão, como um brinquedo ou para ligar para o número de emergência. A ligação para a emergência deve ser feita depois de deixar o edifício ou a casa; • "Pare, caia e role”. Se pegar fogo nas roupas da criança pare, faça-a cair no chão e rolar de um lado para o outro rapidamente para extinguir as chamas. Saiba mais • O fogo exerce uma atração quase mágica na infância. A “brincadeira” tende a começar no quarto, quando estão sozinhos com fósforos ou isqueiros, e se transformar em um incêndio de grande proporção. • A maioria dos incêndios residenciais com mortes na faixa etária até 9 anos ocorre quando as crianças estão tentando escapar, mas não são capazes de agir ou estão agindo irracionalmente. As crianças mais novas correm um risco ainda maior. • Não existem fogos de artifício inofensivos. Esses produtos causam, geralmente, queimaduras de segundo grau que necessitam de uma média de 15 dias de tratamento médico. Além disso, eles podem explodir nas mãos, mutilando o manipulador. • Dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) mostram que, durante as festas juninas, os atendimentos a pessoas que sofreram queimaduras nas emergências dos hospitais chegam a dobrar. Mais de 80% das vítimas são crianças. Os motivos para esta alarmante incidência: a imprudência no uso de materiais inflamáveis e explosivos (fogos de artifício, balões) e brincadeiras perto das chamas das fogueiras; • Segundo estimativa da SBQ, 45.000 crianças sofrem queimaduras por causa do álcool líquido.; • As crianças que vivem em áreas rurais correm mais risco de sofrer incêndios residenciais devido ao uso de candeeiro e fogão a lenha. Em tempos de racionamento de energia • Velas devem ficar dentro de recipientes não inflamáveis e que as mantenham em pé como vasos. • Não deixe velas perto de tecidos, como cortinas e lençol, ou de estruturas de madeira, como santuário e cabeceiras de cama. • Apague as velas ao sair de casa. • Se possível, substitua velas e candeeiros por lanternas. Fonte:
www.criancasegura.org.br
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