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PREVENÇÃO DO DIABETES MELLITUS

INTRODUÇÃO

O Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada por falta absoluta ou relativa de insulina  e/ou  incapacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos (resistência à insulina).Para entender a importância deste hormônio é bom lembrar que toda vez que uma pessoa se alimenta, o pâncreas libera insulina, porque esta substância funciona como uma chave para permitir a entrada de açúcar e outros nutrientes nas células.   A conseqüência principal da falta deste hormônio é a presença, no sangue dos pacientes diabéticos com cuidados insuficientes, de níveis altos de glicose (açúcar), freqüentemente acompanhada de dislipidemia (aumento colesterol e triglicérides) e hipertensão arterial (pressão alta).
Além de faltar açúcar, isto é nutriente, nas células, o acumulo do mesmo no sangue provoca danificações em inúmeros órgãos (rim, olhos, coração, nervos, etc...) com surgimento, ao longo dos anos e de forma silenciosa (sem dor) de alterações irreversíveis, que representam o verdadeiro drama do diabético mal cuidado.

CLASSIFICAÇÃO DO DIABETES:
Tipo 1: (antigamente diabetes juvenil ou insulino dependente): causado por agressão viral que provoca formação de auto anticorpos com destruição das células do pâncreas que produzem insulina. Quadro clínico agudo. Inicio dos 0 aos 30 anos. Tratamento com insulina. Representa 8 – 9% dos casos de diabetes.
Tipo 2: (antigamente insulino independente): devido a herança genética, desgaste do pâncreas ao longo dos anos e sobretudo ao excesso de peso. Quadro clínico brando. Inicio a partir dos 40 anos. Tratamento com dieta, atividades físicas e hipoglicemiantes orais (comprimidos). Responde por 90% dos casos de diabetes.
Outros: DIABETES GESTACIONAL, DIABETES SECUNDARIO, ETC.  Representam apenas 1 – 2% dos casos.

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS

O Diabetes Mellitus é um dos maiores problemas de saúde da nossa época, devido ao progressivo e significativo aumento do numero de casos e à gravidade das complicações.
Calcula se que 7% da população mundial seja portadora da doença,embora não todos os diabéticos saibam ser afetados.Este desconhecimento decorre da frequente ausência de sintomas na maioria dos pacientes,fato que torna o diabetes uma doença traiçoeira e de extremo perigo.
Os percentuais de incidência e prevalência de diagnóstico de Diabetes vêm crescendo e podem ser observados por meio das repercussões sociais e econômicas traduzidas pelas mortes prematuras, devido à falta de conhecimento sobre a doença, absenteísmo e incapacidade para o trabalho em decorrência das complicações crônicas e os altos custos associados ao controle e tratamento da patologia, bem como de suas complicações.
Em 1985, 30 milhões de indivíduos apresentavam Diabetes no mundo. Hoje, a prevalência desta doença é estimada em 143 milhões de casos, ou seja, quase cinco vezes maior do que era há pouco mais de uma década.
Estima-se que existam mais de 8 milhões de pessoas com Diabetes no Brasil, das quais metade desconhece o diagnóstico e boa parte não está recebendo o tratamento adequado. O estudo de prevalência do diabetes realizado em 1992 indicou que na população brasileira entre 30 a 69 anos, a prevalência de Diabetes era de 7,6%, valores estes que tendem a se elevar significativamente nas próximas décadas. Confirmando esta tendência de aumento da freqüência do Diabetes, um estudo realizado 10 anos após este censo na cidade de Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo, detectou prevalência de Diabetes na população entre 30 e 69 anos de 12,1%.
O Diabetes Tipo 2 afeta a grande maioria dos diabéticos, cerca de 90% , apresentando a mesma prevalência entre o sexo masculino e o feminino.
A incidência do Diabetes, bem como de muitas outras doenças crônicas não transmissíveis, continua aumentando em decorrência de inúmeros fatores relacionados à longevidade progressiva das populações e às modificações socioculturais induzidas pela urbanização, tais como o sedentarismo e o aumento no consumo geral de gorduras em detrimento ao consumo de carboidratos complexos. 
O Diabetes representa a quarta causa de morte no Brasil com altos níveis de morbidade e mortalidade e, deste modo, pode ser considerado uma das mais importantes doenças endócrino-metabólicas em nosso meio.

SINAIS E SINTOMAS

Contrariamente a quanto a maioria dos leigos presume, grande parte dos diabéticos de tipo 2 (isto é 90% dos diabéticos) não apresenta distúrbios ou dores por muito tempo após o diagnóstico. De fato ,mesmo taxas muito altas de glicose no sangue não provocam, no curto-médio prazo , graves incomodos aos pacientes. Justamente por este motivo muitos diabéticos não levam a sério a doença, pelomenos até o surgimento das gravissimas complicações crônicas (cegueira, insuficiência renal, neuropatia, infarte cardiaco, derrame, etc…) que,infelizmente são irreversíveis e não permitem uma melhora com um arrependimento tardio,mesmo que o paciente realize daí para frente os cuidados corretos.
Quando há sintomas, o paciente relata fraqueza, sede, aumento da diurese, visão turva, infecções da pele e das mucosas(oral,genital).
Já os pacientes de tipo 1 apresentam um quadro clínico agudo,devido à queda súbita da produção de insulina e manifestam perda de peso, sede intensa,micções frequentes,fraqueza extrema,dores nas pernas e podem entrar em coma se não forem medicados com insulina.

DIAGNÓSTICO

Conforme publicado na prestigiosa revista Diabetes Care em novembro de 2003,modificando critérios usados anteriormente, é considerado normal pela Comunidade Científica Internacional um individuo com glicemia em jejum até 100 mg%. Acima deste patamar e até o nível de 125 mg% o paciente é considerado portador de Prediabetes (condição de alteração do controle da glicemia que predispõe ao surgimento de Diabetes) ,enquanto uma glicemia de jejum acima de 126 mg% já caracteriza o diagnóstico de Diabetes.
Para o diagnóstico pode ser conferida também a glicemia 2 hóras após uma refeição (glicemia pós prandial)que no paciente sadio deve estar até 140 mg%.

Critérios Diagnósticos do Diabetes segundo a ADA, (2003)

QUADRO
CLÍNICO

GLICEMIA JEJUM (mg%)    

GLICEMIA PÓSPRANDIAL (mg%)

NORMAL

65 – 100 mg/dl

<140mg/dl

PREDIABETES

101-125 mg/dl

141-199 mg/dl

DIABETES MELLITUS

>126 mg/dl

>200 mg/dl

Os critérios citados representam uma resposta ao perigo que o diabetes constitui e uma tentativa de prevenção das gravissimas complicações crônicas da doença.
Curiosamente muitos pacientes tentam amenizar o problema e criticam este ´´aperto´´ nos diagnósticos ,esquecendo que os objetivos da prevenção são justamente a informação e a educação ,inclusive dos potenciais diabéticos ,como os parentes dos pacientes.
Deve ser lembrado que todo diabético com mau controle metabólico (glicemias em qualquer hóra do dia próximas ou superiores a 200mg% por vários dias durante anos) representa uma ´bomba relógio´´ que pode estourar tarde ou cedo. De fato ,um paciente com glicemias  repetidamente elevadas  ao longo do tempo vem a apresentar alterações funcionais e, depois, orgânicas de vários aparelhos e orgãos nobres,como coração e artérias ,retina,rins,nervos,etc.
Está mais do que comprovada  a toxicidade das glicemias cronicamente elevadas em relação aos orgãos citados. O Diabetes Mellitus representa um relevante fator de risco cardiovascular, como comprovado pela observação que os diabéticos apresentam uma incidência elevada de infarto do miocardio e de ictus cerebral (derrame) que dobram em relação aos não diabéticos.

CUSTOS HUMANOS E ECONÔMICOS

Além dos aspectos humanos,o diabetes representa  um considerável encargo econômico para o indivíduo e para a sociedade, especialmente quando mal controlado, sendo a maior parte dos custos diretos de seu tratamento relacionada às suas complicações, que comprometem a produtividade, qualidade de vida e sobrevida dos indivíduos e que, muitas vezes, poderiam ser reduzidas, retardadas ou evitadas.

PREVENÇÃO

Considerando as informações citadas,torna se fundamental uma prevenção da doença antes do seu surgimento ,quando possível, como no Diabetes Tipo 2, e uma prevenção das complicações no paciente recém diagnosticado e ainda livre de lesões nos tecidos vitais.
Estudos realizados em grandes grupos de pacientes portadores de Prediabetes (glicemia em jejum entre 101 e 125 mg%) tem demonstrado que a evolução para Diabetes Tipo 2 franco pode ser atrasada ou até evitada através de modificações do estilo de vida .
Desta forma ,pacientes prediabéticos ou com fatores de risco para desenvolver a doença (parentes de diabéticos de Tipo 2,idosos,indivíduos com excesso de peso,etc.) poderiam evitar o surgimento do Diabetes através de uma intervenção educacional como aquila realizada na última década em países como Finlândia, EUA e China por grupos de pesquisadores que obti-
veram resultados altamente positivos  em percentagens significativas de pacientes de risco.
As modificações do estilo de vida consistem em uma mudança quantitativa e qualitativa da alimentação e na realização de atividade física moderada todos os dias,com seguimento por parte de profissionais de saúde.
 Através destas, só aparentemente fáceis, mudanças de conduta,boa parte dos pacientes de risco,observados ao longo de 5-10 anos ,evitou a evolução para Diabetes Mellitus Tipo 2,com evidentes vantagens para a saúde e para a manutenção de uma boa qualidade de vida.

NÍVEIS DE PREVENÇÃO DO DIABETES

PREVENÇÃO:

PRIMÁRIA SECUNDÁRIA TERCIÁRIA
Dieta Saudável Diagnóstico precoce Tratamento do diabetes e das complicações
Peso adequado Tratamento e controle adequado  
Exercício    

Fonte: Dr. Marino Cattalini

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