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AUTOPIEDADE
x AUTOESTIMA
GRUPO AMOR-EXIGENTE PRAIA
DA COSTA – VILA VELHA, ES.
12º Princípio: AMOR
Existe um site na internet, que convido a todos a visitarem
chamado: www.comseguranca.com.br. É um site elaborado
por Delegados da Polícia Civil do Estado de São
Paulo. Lá li um Artigo de Dr. Orildo Nogueira, intitulado:
“Autopiedade” onde extraí parte do texto
para reflexão dessa semana. Segue:
Algo que freqüentemente constatamos em drogadictos em
recuperação é o sentimento de autopiedade.
Eles julgam-se menos porque não podem mais usar drogas,
porque necessitam freqüentar uma sala de orientação,
porque perderam “amigos” da ativa, porque são
portadores de uma doença - que a necessidade compulsiva
do uso de drogas. Querem a atenção de todos. Desejam
alguém que lhes passe a mão na cabeça constantemente
e acaricie seu ego.
A autopiedade já derrotou muitos dos que estavam no caminho
certo da liberdade, longe das drogas. Esse sentimento derrotista
puxa o recuperando para trás, impede-o de caminhar, arma-lhe
ciladas aparentemente lógicas para massacrar seu ego
de “bebê adulto” que sente saudade do brinquedo
anestesiante que lhe retirado.
Recuperando: assuma a sua vida com os erros, fracassos e também
com os acertos. Você é o único responsável
pelos seus atos e pelas conseqüências deles. Você
foi feito para vencer, sem nenhuma droga, somente com as suas
próprias forças. A única coisa pela qual
deve sentir tristeza na sua vida é não ter descoberto
que havia uma saída antes. Hoje você a conhece:
agarre-a com todas as suas forças! (extraído da
obra Se... alguém na sua família usa drogas, de
Pe. Sérgio Jeremias de Souza – Editora Vozes).
Cabe a nós familiares e voluntários ajudá-los
nessa fase de recuperação. O antídoto da
autopiedade é a autoestima. Autoestima significa amar-se,
gostar de si mesmo, apreciar-se... É o que o indivíduo
pensa acerca de si mesmo. É a avaliação
que o indivíduo faz de si mesmo. É furto de pesos
e medidas usados para julgar suas próprias ações,
pensamentos e motivações.. Mais que isso: É
a crença que do indivíduo nas próprias
habilidades, talentos e êxitos alcançados. Pode
ser elevada, baixa ou quase nula. E é fruto da sua história
de vida.
A família do dependente em recuperação
tem por amor, o dever de mostrar por meio de atitudes Sentimentos
Positivos que os estimulam e os levam à felicidade e
ao sucesso e jamais Sentimentos Negativos, que os desestimulam
e os levam à infelicidade e ao fracasso.
A família deve estar sempre atenta aos efeitos pessoais
que uma Autoestima negativa gera: *Afeta todo viver, pensar
e agir do indivíduo, em todas as esferas, tais como nos
estudos, no trabalho, no sexo, no relacionamento humano e no
desempenho dos papéis que a vida reserva a todas as pessoas,
tais como ser filho, pai, mãe, cônjuge, amigo,
empregado, vizinho, patrão...
Baixa auto estima trás ansiedade, insegurança,
desconfiança, medo, mau relacionamento social, sexual,
insucessos, dureza sentimental, imaturidade emocional, autoritarismo,
violência, espancamento de familiares, vida sem sentido,
uso abusivo de álcool e outras drogas, suicídio,
entre outras desgraças pessoais e sociais. Incapacidade
para amar-se e amar ao próximo.
Os Benefícios pessoais de uma Autoestima positiva são:
*Mais força para lidar com as dificuldades e desafios.
Maior liberdade e fluidez mental para raciocinar e criar. Maior
capacidade para amar-se e manter relacionamentos saudáveis,
Facilidade para ser assertivo em todos os momentos e situações.
Mais capacidade para lidar com seus sentimentos e maior alegria
de viver.
Portanto, vamos à partilha de hoje, discutir meios,
para incutir através de nossas atitudes, três regras
básicas para “gostar de si mesmo e viver em paz”
1) Ser bom para você e para os outros;
2) Viver só o hoje, não ficar no passado nem no
futuro distante
3) Não dar a ninguém o poder de fazê-lo
feliz ou infeliz.
É por meio de nossas atitudes que nossos “filhos
desafios” mudam. Nós não podemos mudá-los,
apenas amá-los e mudar a nós mesmos.
Orildo
Nogueira |