Pais em alerta para o aumento nas mensalidades escolares
O fim do ano gera ansiedade para os alunos e preocupação para os pais. As crianças mal conseguem esperar pelas férias de verão. E os pais sabem que logo chega o aviso de quanto terão de desembolsar a mais no próximo ano.
Sempre tem uma preocupação, porque a despesa é alta, você já tem um orçamento previsto, quando chega na época da rematrícula você fica preocupada”, diz Euraide Castro dos Santos, professora.
A má notícia já chegou à casa de Osvaldo. A mensalidade da escola da filha mais nova que hoje é de R$ 400 vai aumentar quase R$ 70, um reajuste de 17%.
“Para o meu espanto o índice foi muito alto. E a gente vê os índices econômicos de reajuste e não está neste patamar de dois dígitos”, diz Osvaldo de Andrade, metalúrgico.
Os especialistas em direito do consumidor dizem que se o reajuste da mensalidade acompanhar a inflação que este ano deve girar em torno de 4,5% não é necessário que a escola apresente a planilha de custo. Agora, se o reajuste for maior, a instituição precisa justificar o aumento para que os pais saibam o motivo desse aumento.
A mensalidade pode ficar mais cara devido a reformas no prédio, a compra de novos equipamentos, a contratação de professores, ao aumento de salário dos funcionários. Se a direção da escola não quiser apresentar a planilha de custo, os pais podem exigir. Está na lei.
“Nós temos uma lei específica, que é a chamada lei das mensalidades e nela está a previsão de que a escola, aumentando acima da inflação, ela deve mostrar isso aos pais, discutir isso com eles”, alerta Plínio Augusto Lemos, especialista em direito do consumidor.
Osvaldo já foi negociar. Conseguiu reduzir o aumento, mas ainda está achando caro. Se não houver acordo, a filha vai pra outro colégio. No caso de Maruzan uma conversinha já foi o suficiente pra manter a mensalidade dos filhos dentro do orçamento da família.
"Tem que "chorar", tem que trazer o problema, discutir com a diretoria, e foi isso que eu fiz com a direção do colégio e felizmente nossos filhos vão continuar estudando aqui nessa bela escola", diz Maruzan Corado, funcionário público.
Os pais que não conseguirem acordo com a escola devem procurar o Procon ou ir direto à Justiça.
Fonte: www.g1.com.br/jornalhoje |