Pais devem estar alerta para óculos escuros de baixa qualidade

Amanda Rocha não fica sem os óculos escuros. “Eu acho bonito e gosto muito de óculos coloridos”.

Em casa ela tem uma coleção. Vaidosa, aos 8 anos, ela gosta de usar o acessório combinando com as roupas. Mas quando o assunto é a qualidade dos óculos...“Nunca olhei a qualidade dos óculos”, diz a mãe da Amanda.

No parquinho, o sol da manhã é um convite para brincadeiras e diversão. O chapéu é para proteger do sol, e os óculos deixam a visão de Estela, de 4 anos, um pouco diferente. “Ele deixa tudo rosa”, conta.

“A gente não sabe direito, mas acho que protege sim”, diz a babá da menina.

Os olhos das crianças são mais sensíveis que os dos adultos a radiação solar. Por isso, segundo os médicos, os óculos escuros não devem ser encarados como um brinquedo. É importante que as lentes tenham proteção contra os raios ultravioletas.

“Os óculos do camelô podem ser bonitos, baratos, mas é o caso de se perguntar: vale a pena? Porque ele induz a uma penumbra, aumentando a nossa incidência futura de uma degeneração macular, de uma catarata, de outras patologias oculares que podem ocorrer”, explica a oftalmologista Márcia Guimarães.

No consultório, Alícia Hamacek consegue ler perfeitamente. Depois de vários exames, a médica descobriu que a menina tem hipersensibilidade à luz. Nesses casos, há óculos com filtros especiais indicados para as crianças.

Uma em cada cinco pessoas tem problemas de sensibilidade à luz. Até os 18 anos, os olhos recebem 80% da radiação solar de toda a vida. O diagnóstico correto mudou a vida de Alícia. Aos 10 anos, agora ela pode fazer atividades que antes ficavam de lado por não conseguir enxergar direito: “Agora, estou muito mais feliz”.

Fonte: www.g1.com.br