Lei municipal em Penápolis proíbe garrancho entre médicos na hora de escrever uma receita médica
Você já teve dificuldade para ler receita de médico? Muitas vezes não dá para entender o que estava escrito. Em outras, você só consegue mesmo comprar o remédio com a ajuda do farmacêutico. Estas situações são comuns.
Mas existe uma lei que proíbe o garrancho entre os médicos. Em Penápolis, por exemplo, tem uma lei municipal, aprovada há pouco mais de um mês, que obriga os médicos a escrever de maneira legível ou informatizar a emissão de receitas.
A escrita foi um marco para a humanidade. É sem dúvida uma das melhores formas de nos comunicarmos. Quem escreve, escreve sempre para ser entendido, mas nem todos conseguem, como nas letras de médicos. Pelas receitas, estas é uma classe que parece fazer questão de escrever pra ninguém entender.
Tem receitas que nem o comerciante Hugo Nogaroto Filho, que há 35 anos trabalha atrás do balcão da farmácia, consegue desvendar. A cautela é fundamental. Os garranchos são um perigo e podem confundir. Em uma receita, por exemplo, o médico receitou a substância "lovastatina", que combate o colesterol alto. Da forma que está escrito não seria um absurdo o farmacêutico interpretar "loratadina", um antialérgico.
Você se lembra do caderno de caligrafia? Ele é bastante utilizado no processo de alfabetização. Em Penápolis, médicos e dentistas podem ter que voltar a usá-los. Agora é lei no município: eles vão ter que escrever de forma legível.
O vereador autor da lei Hugo Tadeu Montanari, explica que ela vale tanto para os profissionais da rede pública quanto da rede privada. Eles terão que escrever de maneira legível ou então digitar no computador a receita. A lei determinou um prazo para a prefeitura informatizar o sistema de receituários.
A lei será fiscalizada pela Vigilância Sanitária e o profissional que não cumprir o que determina a lei, ou seja, continuar com os garranchos, será penalizado.
Fonte: www.temmais.com |