Delegado Geral de Polícia reúne-se com representantes de Conseg's

Presidentes e membros dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg's) de toda a cidade encontraram-se com o Delegado Geral de Polícia, Domingos Paulo Neto, para uma reunião sobre as novas diretrizes da Polícia Civil, no auditório da Secretaria da Segurança Pública, nesta segunda-feira, 14 de setembro.

Os Conselhos Comunitários de Segurança são integrados por representantes da sociedade, um delegado de polícia e um oficial da polícia militar. Recebem sugestões, reclamações e pedidos diversos da população, todos relacionados à segurança pública. Daí a importância da interatividade proporcionada por essa reunião.

O Delegado Geral expôs informações importantes sobre as atuais condições humanas e materiais da Polícia Civil, que afetam diretamente o atendimento à população. Dentre as principais metas apontadas por ele, foi destacada a otimização dos plantões policiais, especialmente nos distritos da capital e do interior.

A preocupação do Delegado Geral foi esclarecer aos ouvintes sobre os esforços de toda a direção da Polícia Civil para reorganizar a distribuição do efetivo policial, de maneira a aproveitar inteligentemente suas habilidades, conhecimento e especialização.

Domingos Paulo Neto foi atentamente ouvido e por vezes aplaudido em razão das informações que divulgava, como as relativas a diversas operações policiais realizadas para combater o crime organizado e os crimes contra o patrimônio; as concernentes ao projeto de reengenharia das unidades do interior (que começará pelo Deinter 9 – Piracicaba); sobre o trabalho conjunto com as Prefeituras; acerca da reestruturação orgânica da Polícia Civil, com o fim de modernizá-la e adequar os seus departamentos à nova realidade.

Outros destaques foram a Portaria 18/09, que trata da investigação social dos candidatos a policiais civis, e os concursos seccionalizados para preenchimento de vagas nas unidades mais afastadas do centro da capital e da capital propriamente.

Todos os tópicos, explanados de forma técnica por Domingos Paulo Neto, receberam consentimento verbal dos presentes no auditório. “Nós queremos uma polícia profissional”, declarou, ao discorrer sobre o estágio probatório de 3 anos, sendo o 1º cumprido na Academia de Polícia e os dois subsequentes nos plantões de delegacias territoriais. Tal medida, explicou, visa preparar o policial mais eficazmente para lidar com as especificidades de polícia judiciária, exigindo dele, ainda durante o estágio, a realização de cursos complementares de especialização na Acadepol para que possa trabalhar em uma unidade especializada, como o DHPP (homicídios), o DENARC (drogas) e o DEIC (crime organizado). Sua intenção, como sintetizou, é equalizar ao máximo a Polícia Civil, tornando-a mais justa aos olhos do público interno e externo..

Ao final de sua exposição, o Delegado Geral passou a palavra ao delegado coordenador de planejamento e de projetos estratégicos da Polícia Civil, André Dahmer, que falou da proposta para um novo modelo de gestão do Departamento de Polícia Judiciária da Capital - DECAP.

Os pontos principais defendidos por André Dahmer foram o foco na investigação e polícia judiciária, o foco na satisfação do “cliente”, e a valorização e dignificação do policial, por meio do aproveitamento racional dos recursos humanos e de uma gestão por resultados com monitoramento constante e avaliação de desempenho. Mencionou a necessidade de aumento da qualidade dos inquéritos policiais, cuja premissa está na investigação policial, sem, contudo, haver descuido do bom atendimento à população; o foco na investigação e satisfação do usuário; e a avaliação de desempenho das unidades através de estudo da capacidade laboral por equipes nos plantões.

O delegado da DGP mostrou estatísticas sobre o volume de atendimentos e ocorrências verificado nos distritos da capital e ainda quais deles necessitam de ter plantões 24 horas. Mencionou o projeto que prevê a colocação de tótens de auto-atendimento nos distritos policiais, que servirão para que os cidadãos registrem eletronicamente determinadas ocorrências.

Com a criação das centrais de plantão, os distritos policiais terão “equipes de polícia judiciária” compostas por 1 delegado, 3 escrivães e 4 investigadores, incumbidas da realização de atos de polícia judiciária, das investigações de crimes de autoria desconhecida e do atendimento ao público nos plantões diurnos.

Por fim, o delegado mencionou a implantação, em cada distrito dotado de plantão permanente, de um “Setor de Inteligência e Polícia Comunitária”.. Nesse setor serão feitas pesquisas com sistemas modernos de inteligência para dar suporte aos policiais dos plantões e das equipes de polícia judiciária.

Os participantes dos Conseg's externaram sua satisfação por terem sido convidados a participar da elaboração e concretização de tão importantes projetos, de interesse não só da Polícia Civil, mas de toda a comunidade paulistana, que, em última análise, será a sua principal beneficiária.

Fonte: www.policiacivil.sp.gov.br