Curso de Evidências Eletrônicas na Acadepol firma parceria de sucesso com o Serviço Secreto americano

Numa parceria com o Serviço Secreto dos Estados Unidos a Acadepol realizou de 25 de agosto a 1º de setembro um curso para capacitar policiais civis na identificação de crimes praticados por meios eletrônicos.

Ao todo foram 28 policiais civis, sendo quatro do Rio de Janeiro e quatro do Paraná, que tiveram a oportunidade de aprender novas técnicas e exercícios com seis instrutores integrantes do Serviço Secreto americano que vieram ao Brasil especialmente para repassar os ensinamentos.

Integraram a mesa de honra para a cerimônia de encerramento do curso o diretor da Academia de Polícia Coriolano Nogueira Cobra, Adilson José Vieira Pinto; o subchefe do Escritório do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Patrick Bush; o delegado divisionário de polícia da Assistência Policial da Acadepol, Edemur Ercílio Luchiari; o adido adjunto do Escritório do Serviço Secreto dos Estados Unidos e da Embaixada Americana no Brasil, Roger Fuentes; e a delegada divisionária de polícia da Secretaria de Cursos Complementares, Aurora Vicentim Themer de Brito.

Roger Fuentes reconheceu que foi uma grande iniciativa do governo americano nesta parceria com a Academia de Polícia, pois é em São Paulo, por ser a maior cidade do Brasil, onde há a maior incidência de crimes cibernéticos e, consequentemente, tem a maior base do sistema financeiro. Aproveitou ainda a oportunidade para anunciar que o governo americano presentou os computadores utilizados no curso para a Academia de Polícia de São Paulo e para as polícias do Paraná e Rio de Janeiro.

Segundo Patrick Bush, esse curso foi oferecido pela primeira vez para policiais de El Salvador há cinco anos. “Ainda mantenho contato com muitos daqueles estudantes e sei que hoje são experts nos seus campos de trabalho. Este curso vai dar base para que os senhores também se tornem experts. Os crimes cibernéticos estão crescendo e as pessoas podem praticá-lo de qualquer lugar, então e muito importante que nos especializemos”, constatou.

Adilson Vieira Pinto agradeceu a parceria “que possibilitou que o curso fosse um sucesso”. O diretor da Acadepol prosseguiu nos seus agradecimentos ao governo americano que permitiu que houvesse um grande avanço que contribuiu para os esforços pessoais de cada aluno presente. “Não é só uma palavra de agradecimento é também um reconhecimento de um débito que a Academia de Polícia tem com o governo dos Estados Unidos e, em especial, com o Serviço Secreto Americano. Eu não tenho como pagar, mas tenho como ficar mais devedor”, disse referindo-se à sua expectativa pela continuidade de novos cursos como esse. Ele ainda destacou a presença dos policiais de outros Estados, demonstrando a grande honra em recebê-los na sua Casa de Ensino.

Alunos superam expectativas

A investigadora de polícia Denize Veridiana de Camargo do Setor de Inteligência da Polícia Civil do Paraná compartilha a opinião com seus colegas de que foi muito importante o curso na medida em que se mostraram os caminhos que se pode tomar uma investigação nessa área.

Para o delegado de polícia do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), Fernando Shimidt de Paula, o curso superou as expectativas: “É um marco para o meu desenvolvimento pessoal na área de inteligência policial”.

O inspetor de polícia do Rio de Janeiro, Wagner Marins, juntamente com seus colegas ficou muito agradecido pela obtenção do conhecimento técnico e pela aproximação com a polícia de outros Estados. Sua opinião é acrescentada pelo seu colega de turma, o investigador de polícia do Paraná, João Cesar Chandoha: “No mundo em que vivemos são poucas as oportunidades, por isso devemos aproveitar esses momentos para nos aprimorarmos tanto pessoalmente quanto profissionalmente”, disse pretendendo repassar o que aprendeu aos demais integrantes de sua instituição.

Fonte: www.policiacivil.sp.gov.br