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DELEGACIA
ELETRÔNICA DA POLÍCIA CIVIL – MUNDO VIRTUAL E O REAL
Bom dia caro leitor!
No dia 4 de fevereiro de 2000, portanto, há dez anos, foi
criada a DELEGACIA ELETRÔNICA DA POLÍCIA CIVIL.
A Delegacia Eletrônica é um serviço da Polícia Civil,
oferecido à população, visando otimizar os recursos e a prestação de
informações, onde as ocorrências e denúncias são registradas e envidas pelo
usuário através da rede internacional de dados – Internet –
www.policiacivil.sp.gov.br .
O usuário pode registrar B.E.Os ( Boletins Eletrônicos de
Ocorrências) com as seguintes naturezas: Furto ou extravio de documento;
Desaparecimento e encontro de pessoas; furto de veículo; furto de placas de
veículo e furto de celular. O registro é simples, basta acessar a pagina da
Polícia Civil e seguir suas orientações.
O usuário, se preferir, não precisa se dirigir a uma
Delegacia de Polícia para o registro de tais ocorrências, basta fazê-las,
seguindo as orientações e imprimi-las em sua casa, no local de trabalho,
lazer, etc, usufruindo da comodidade que o serviço oferece, evitando
transtornos e espera em delegacias, muitas vezes com ocorrências em
andamento.
Aproveitando a oportunidade e o espaço consentido por esse
Jornal, abordarei brevemente sobre o MUNDO VIRTUAL E O REAL.
Observamos no nosso dia a dia e na leitura diária sobre o
tema, que muitas pessoas, na maioria jovens, estão se tornando “ dependentes
tecnológicos”. Vários pais relatam que não conseguem tirar os filhos da
“frente do computador”. Os pais reclamam que seus filhos estão “ vivendo
apenas o mundo virtual”, esquecendo os amigos, as brincadeiras, as alegrias
e as tristezas da realidade.
Bom, para “ quase” tudo há solução. – Extraído do Jornal ,
Olhar Espírita, fev. 2010,pg 9, artigo de Wellinton Balbo, “A tecnologia,
não obstante a maravilha que proporciona se exagerada na dose, pode
atrapalhar, causando inclusive dependência.
Mas porque podemos viciar de tal forma no mundo virtual a
ponto mesmo de esquecer o mundo real?
O Mundo virtual é prazeroso, salvo exceções, nele
encontramos amigos que não víamos há tempos, matamos saudades, conhecemos
novas pessoas. Nada de repreensões, tudo muito agradável, sendo sempre um
convite para cada vez mais nos entregarmos.
Sem contar que no mundo virtual nos soltamos mais e a comum
timidez dá lugar a desenvoltura, afinal, o micro nos protege daquele
temeroso olho no olho.
Salutar então que aproveitemos essa facilidade que a
tecnologia nos faculta. Todavia, não podemos esquecer que há também o mundo
real, e é neste mundo que mais aprimoramos como seres humanos. É no mundo
real que encontramos mas de perto as diferenças e com ela aprendemos, que
convivemos com quem não temos tanta afinidade, que somos impelidos a
exercitar a paciência, compreensão tolerância.
A dependência tecnológica faz o homem se isolar do contato
com o semelhante, por isso, o abuso, inclusive tecnológico, é um contra
senso, porquanto atua contrário à lei da sociedade. Imperioso lembrar que o
mundo real é o concreto, o virtual o sonho.
Com o mundo virtual relaxamos, com o real exercitamos uma
força importante, uma interação interessante, que se bem dosada só nos
amadurece.
É no mundo real também que experimentamos grandes alegrias,
porquanto nada substitui o olho no olho, o abraço apertado, o toque e a
energia que exala o momento em que duas criaturas afins estão frente a
frente.
Importante lembrar: a tecnologia veio para nos facilitar as
coisas promovendo o progresso, encurtando caminhos, dinamizando processos, é
ela, tecnologia, uma fascinante ferramenta para nos aproximar das pessoas.
Veio atingir justamente onde o mundo real, por motivos óbvios de distância e
outras coisas mais, não consegue atingir, ou seja, a tecnologia veio para
somar, agregar, jamais substituir.
O mundo virtual é um complemento do mundo real, jamais seu
substituto”.
ORILDO
NOGUEIRA
Fonte:
WWW.policiacivil.sp.gov.br
Jornal:
Olhar Espírita, Fev.2010, pg 09, Welington Balbo. |