Drogas
Como
já sabido, a DISE (Delegacia de Investigações Sobre
Entorpecentes) de Lins está dedicando parte de suas atividades
ao trabalho de prevenção em escolas, públicas e particulares.
Com ótimo entrosamento com os profissionais da Educação,
temos angariado resultados frutíferos. Ganha a sociedade.
O contato é direto e permanente com as escolas. Delas recebemos
preciosas informações, o que muito aprimora o nosso trabalho.
Aprendemos com os professores dicas novas a cada dia – afirmação
redundamente, afinal, com professores sempre aprendemos, mesmo fora dos
bancos escolares.
Com isso, os investigadores de polícia da DISE, sob nossa supervisão,
têm conseguido detectar pessoas estranhas às comunidades
escolares. Em procedimento investigatório, os averiguados são
indagados e, quando cabível, mesmo os adolescentes, são
retirados das cercanias da escola e “fichados” nos arquivos
da Especializada. Nada havendo de interesse policial, são liberados,
entregues aos pais ou ao laborioso Conselho Tutelar.
Quando o averiguado for maior de idade, pesquisa-se seus antecedentes
criminais, placas de veículos, etc. Igualmente são “fichados”
na DISE e, se possível, liberados. Diante de tais procedimentos,
em eventual reincidência, teremos elementos bastantes para formar
o inquérito policial.
Em ocorrência recente, nas proximidades da E.E. “Fernando
Costa”, três adolescentes (um deles aluno da escola), foram
surpreendidos pelos investigadores da DISE (Pavão, Carlos, Fernando
e Clóvis), em atitudes suspeitas no interior de uma casa abandonada
na rua São Pedro. Pela experiência de abnegados agentes,
constatou-se que os adolescentes haviam acabado de consumir drogas. Foram
então encaminhados a DISE, “fichados” e entregues a
seus pais. Curioso é que um deles usava um pingente imitando a
folha da maconha, numa evidência de que era usuário. Infelizmente,
como a maioria, eles não nos informaram a identidade ou características
do fornecedor/traficante da droga. Entretanto, à parte as contingências
da profissão, continuaremos investigando caso a caso para chegar
aos facínoras. Isso é prevenção.
O bom resultado desse trabalho encontra eco nos profissionais da Educação.
Aos diretores, coordenadores, professores, enfim, a todos o nosso agradecimento.
Como complemento desse trabalho, demos início ao projeto de ministrar
palestras em escolas sobre o tema abrangente das drogas. Abordamos questões
como os sintomas manifestados em que usa entorpecente, o papel da família
e da escola na recuperação do drogadicto, o que fazer quando
detectado o problema, etc.
Dia 1º de setembro transato falei aos professores, pais e alunos
da E.E. “Minervina Santana Carneiro”. Presentes estavam cerca
de setenta pessoas sedentas em aprender e poder transmitir os novos conhecimentos.
E confesso: é muito gratificante esse trabalho. O próximo
evento realizar-se-á na E.E. “Dom Henrique Mourão”,
dia 08 vindouro.
Ressaltamos que, em atenção à determinação
do DENARC (Departamento de Narcóticos) de São Paulo, as
palestras são direcionadas apenas a pais e educadores, deixando
que crianças e adolescentes sejam orientados por profissionais
especializados.
Felicidades a todos, lembrando que o telefone da DISE é 3522-2200.
Dr.
Orildo Nogueira, Delegado de Polícia em Lins.
Artigo
publicado no jornal Correio de Lins do dia 02/07/1997.
Revisora:
Flávia Nanci Carvalho, investigadora de polícia, bacharela
em Direito e em Letras.
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