Prevenção
às drogas no Carnaval
As
drogas apresentam-se como o inimigo implacável da sociedade, um
desafio à Segurança Pública e uma ameaça à
dignidade e à integridade dos cidadãos.
Se a repressão é necessária, a prevenção
é fundamental para se incrementar o controle e a erradicação
dessa prática tão nociva à sociedade.
Segundo especialistas, 4,1% da população mundial é
consumidora de drogas, um comércio com faturamento estimado em
400 bilhões de dólares (54% do PIB brasileiro), ou ainda
8% do comércio mundial. O mais terrível é que 80%
dos viciados têm menos de 35 anos de idade, segundo dados do relatório
anual sobre drogas da ONU, atingindo, portanto, a massa trabalhadora e
estudantil. Um futuro incerto às portas do terceiro milênio.
Nosso país, com 17.000km de extensão, faz fronteira com
países produtores de drogas. Peru, Bolívia e Colômbia
são responsáveis por 98% do cultivo de cocaína (da
qual deriva também o crack). Daí ressaltar que a repressão
é importante, um dever de oficio da polícia e da Justiça,
mas a prevenção é absoluta para se obter resultados
frutíferos no combate ao entorpecente.
A prevenção deve ser praticada por todo segmento social,
afinal, prevenção às drogas nada mais é do
que o conjunto de medidas adotadas pela sociedade com o objetivo de impedir
que seus membros consumam drogas ou dela fiquem dependentes. Daí
a necessidade imperiosa de se aglutinar empresas, escolas, igreja, clubes
de serviço, todos com o mesmo ideal, ou seja, alertar os cidadãos
sobre as conseqüências danosas provocadas pelo vício.
E a prevenção inicia-se em casa, no seio do lar. Digo e
repito, sempre: a melhor forma de prevenção que se pode
adotar é doar parte de seu tempo a seus filhos.
Aproximam-se os festejos de carnaval. Não seria uma boa oportunidade
para conversar com nossos filhos sobre o assunto?
Folião: brinque, pule, divirta-se, mas com saúde. Não
use drogas!
Dr.
Orildo Nogueira, Delegado de Polícia em Lins.
Artigo
publicado no jornal Correio de Lins do dia 02/07/1997.
Revisora:
Flávia Nanci Carvalho, investigadora de polícia, bacharela
em Direito e em Letras.
|